Morador de rua produz artesanato com latinhas e sonha em ter casa própria
Pernambucano vive em Arapiraca há mais de 20 anos
O pernambucano Adeildo Nascimento Filho, 42 anos, é morador de rua há mais de 20 anos. Ele veio morar em Alagoas depois que a ex- esposa foi morar com os três filhos em São Paulo. Desde então, Adeildo mais conhecido como "Alex", vive pelas ruas de Arapiraca.
Sem nenhum grau de instrução, Alex desenvolveu nas ruas a habilidade para produzir bijouterias artesanais como pulseiras, brincos e anéis. Mas nem sempre ele consegue dinheiro para comprar a matéria prima.
Por isso ele começou a trabalhar como guardador de carro para conseguir algum dinheiro. Há um ano Alex está trabalhando na Rua Nossa Senhora Aparecida, nas proximidades da caixa d’água, no Centro de Arapiraca. E foi nessa nova função que o morador de rua teve a ideia de usar latinhas de refrigerante para fazer artesanato.
“A gente apreende com a vida, com a necessidade de ganhar uns trocados. Comecei recortar as latinhas e tive a ideia de fazer uma bateria musical”, relatou o morador de rua.

O artesanato que o morador de rua produz é muito caprichado e com acabamento impecável. Alex afirma precisa de 12 latinhas de refrigerante para produzir uma bateria. Cada peça custa R$ 10,00 e na maioria das vezes os próprios motoristas compram o artesanato que ele produz.
“Eu saio pra procurar as latinhas na rua e às vezes os motoristas que já me conhece e sabe que eu faço artesanato, trazem as latinhas pra mim”, contou.
Sonho
Durante toda a vivência de rua Alex dormia em marquises de lojas ou em qualquer lugar que ele se sentia menos vulnerável a ação de vândalos que pudessem fazer algum tipo de agressão. Mas nos últimos três anos ele conseguiu uma vaga em um abrigo localizado no bairro Cacimbas. “No final da tarde a gente vai para o abrigo, toma banho, recebe uma refeição e tem uma cama para dormir”, relatou
Mas o sonho do artesão é conseguir a casa própria e poder ter um local para expor seus produtos artesanais. “Pra gente que vive na rua é mais difícil, mas quem sabe se algum órgão público possa olhar pra gente e conseguir um cadastro em programas do governo federal”, finalizou.
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