Eduardo Bolsonaro reitera críticas à China, mas diz querer encontrar embaixador
Guilherme Venaglia, Murillo Ferrari e Leandro Magalhães Da CNN Brasil, em São Paulo e em Brasília
O parlamentar afirmou que se baseou em fontes da imprensa nacional e internacional para afirmar que o regime chinês dificultou a identificação da COVID-19, em situação semelhante ao acidente nuclear da usina de Chernobyl durante o período da União Soviética.
"Todo mundo fala o que eu falei nessa comparação entre Chernobyl e o coronavírus. O Mario Vargas Llosa, prêmio Nobel de literatura, falou isso e também sofreu críticas da embaixada da China no Peru. A China está preocupada em não levar esse questionamento sobre onde veio o vírus ao mundo", disse o deputado.
Eduardo Bolsonaro também fez coro à fala do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, de que o embaixador chinês Yang Wanming deve desculpas ao presidente Jair Bolsonaro por uma fala que compartilhou nas redes sociais com críticas ao chefe do governo brasileiro.
"O momento é de colocar bola no chão, exigir um pedido de desculpas porque o presidente não tem nada a ver com isso e lembrar não posso ser cerceado no meu direito de falar", disse o deputado, que reiterou que não se arrependeu e não acredita que deva desculpas ao governo chinês.
"Eu não me arrependi. Na verdade, a nota [divulgada por ele na tarde desta quinta] foi uma nota de esclarecimento e não um pedido de desculpa", afirmou. Ele também afirmou que "dispensa" o pedido de desculpas feito ao embaixador Wanming pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). "Se formos falar de representatividade, eu tenho 25 vezes mais votos que ele [Maia]", disse.
Eduardo Bolsonaro afirmou que sua fala deve ser vista como a de um deputado federal e não como a do filho do presidente da República. "Pessoas tentam se aproveitar politicamente da minha fala para gerar um desgaste no governo. Eu tenho meu senso de responsabilidade, mas eu sou um deputado eleito como todos os outros".
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