Dono do Giraffas afasta filho por declaração sobre coronavírus
Os colaboradores da empresa estão de férias coletivas e não perderão seus empregos.
O fundador e CEO do Giraffas, Carlos Guerra, afastou o filho da sociedade e do conselho de administração da rede e o desautorizou a falar em nome da empresa. Em vídeo que repercutiu nas redes sociais, Alexandre Guerra criticou a estratégia de se combater o coronavírus com isolamento social e disse que o maior problema da crise não serão as mortes decorrentes da pandemia, mas seus efeitos econômicos.
Carlos Guerra divulgou um vídeo nessa quarta em que se manifesta de maneira oposta à do filho, defendendo as recomendações das autoridades médicas e a quarentena de seus funcionários. Segundo ele, os colaboradores da empresa estão de férias coletivas e não perderão seus empregos.
"Alexandre Guerra é meu filho e fez gravações que não concordamos e pedimos que não fossem conectadas ou vinculadas ao Giraffas. Infelizmente, isso aconteceu. Ele estava tentando falar para um grupo de empresários que assessora. Concordamos que ele deixe de ser acionista da empresa e deixe o cargo de membro do conselho de administração. Ele não trabalha na empresa há mais de quatro anos. A relação entre pai e filho continuará próxima e amigável porque em casa sabemos conviver com o contraditório", disse o empresário.
Segundo ele, os empregados da rede não precisam se preocupar com o risco de perder o emprego, levantado por seu filho na gravação. "Pedimos para eles ficarem em casa, tomarem o máximo de cuidado, colocamos de férias remuneradas e dizendo que fiquem despreocupados que terão seus empregos na hora do retorno ao trabalho. Em relação à crise, estamos obedecendo autoridades médicas responsáveis: de ficarmos em casa e obedecermos esse isolamento até que nosso sistema de saúde seja capaz de determinar uma política diferente", afirmou.
Carlos ressaltou que o Giraffas não apoia qualquer governo, é “uma empresa pluralista”, e que ele é a única pessoa autorizada a falar, neste momento, pela empresa, que nasceu em Brasília e tem mais de quatro centenas de franquias por todo o país.
No vídeo que causou a polêmica, Alexandre diz que as pessoas que temem o covid-19 deveriam ter medo é de perder o emprego. Ele também ironizou a quarentena. O empresário foi o oitavo colocado na eleição para o governo do Distrito Federal em 2018. Candidato pelo Novo, recebeu 63.261 votos (4,19% dos válidos no primeiro turno).
"Você que é funcionário, que talvez esteja em casa numa boa, numa tranquilidade, curtindo um pouco esse home office, esse descanso forçado, você já se deu conta de que, ao invés de estar com medo de pegar esse vírus, você deveria também estar com medo de perder o emprego? Será que sua empresa tem condições de segurar o seu salário por 60, 90 dias? Você já pensou nisso?", disse ele no Instagram, no vídeo que viralizou. As declarações dele desencadearam pedidos de boicote à empresa.
Já o comentário do pai repercutiu positivamente nas redes sociais.
Últimas notícias
João Gomes aposta em terno bordado com filé na supercopa e valoriza artesanato de Alagoas
Dois homens ficam feridos após confronto com guarda municipal em São Miguel dos Campos
Homem é encontrado morto em estrada vicinal na zona rural de Girau do Ponciano
Djavan visita novo restaurante badalado de Maceió e aprecia pôr do sol na orla da Pajuçara
Leonardo Dias denuncia que ambulâncias entregues por Lula ainda estão paradas
Alfredo Gaspar garante R$ 816,4 mil em investimentos para a região Norte de Alagoas
Vídeos e noticias mais lidas
Defesa de Vitinho repudia oferta de recompensa e afirma que jovem corre risco de vida
Corpo encontrado no Bosque das Arapiracas apresentava sinais de violência
Após bebedeira, dois homens se desentendem e trocam tiros em Traipu
Luciano Barbosa irá assinar ordem de serviço para o início das obras na Avenida Pio XII
