[Vídeo] BPM de Arapiraca recebe 20 denúncias de descumprimento de decreto por dia
Lojas parcialmente abertas no comércio de Arapiraca geram onda de denúncias à Polícia Militar
O decreto estadual que impõe restrições ao comércio, como medida de isolamento social e prevenção ao coronavírus, tem validade até o próximo dia 07 e, em Arapiraca, com o intenso movimento no comércio, o 3o, Batalhão da Polícia Militar está tendo muito trabalho em fazer os estabelecimentos comerciais cumprirem as determinações.
Segundo informações, o Batalhão recebe, por dia, uma média de 20 denúncias de estabelecimentos que estão descumprindo a determinação do governo do Estado. São lojas que oferecem serviços ou vendem produtos cuja comercialização foi limitada. O governador Renan Filho estabeleceu que apenas farmácias e estabelecimentos que vendem produtos alimentícios e agrícolas, bancos e lotéricas podem abrir as portas para atender o público. Em outros casos, o decreto permite venda na modalidade “pague e leve” ou por meio de serviço de entrega à domicílio.
Em Arapiraca, embora a maioria das lojas esteja com as portas fechadas - mesmo contrariados, os empresários estão cumprindo a determinação - vários estabelecimentos mantém as portas semiabertas e continuam a atender clientes no local, o que tem gerado a quantidade de denúncias que chegam por meio do telefone 190. De acordo com o Batalhão, todas as denúncias são checadas e, quando os militares confirmam que o estabelecimento está aberto solicitam ao proprietário a suspensão da atividade. Se houver reincidência, os militares estão orientados a conduzir o proprietário do estabelecimento à Central de Polícia.
Além de estabelecimentos comerciais, vários ambulantes também retornavam à venda de frutas e raízes no comércio de Arapiraca, apesar desse tipo de comércio também ser coibido pela prefeitura.
“A gente está tentando entender o que está acontecendo. Por que só nós estamos sendo impedidos de trabalhar. Os postos de gasolina, supermercados, farmácias e até as lotéricas podem funcionar e só nós, que somos autônomos é que vamos pegar ou transmitir o coronavírus”, reclamou José Edmundo, que vende galetos assados. Ele afirma ter sido abordado por funcionários da prefeitura que disseram que ele não pode trabalhar e que, da próxima vez que a fiscalização passar, ele poderá ter os produtos apreendidos.
Outro vendedor ambulante, que também mantém um ponto na rua Benjamim Freire, passou a deixar as frutas que vende em um carro. A cautela, de acordo com Nicolas dos Santos, é para conseguir sair rápido do local caso a fiscalização da prefeitura apareça. “A gente já tem a nossa freguesia certa, as pessoas passam por aqui e levam suas laranjas, sem aglomerações. Arrumamos esse carrinho porque se os fiscais aparecerem, a gente vai embora e não perde as nossas coisas”, declarou.
Apesar das críticas à fiscalização, parte dos ambulantes ouvidos afirmaram que chegaram a cumprir a primeira semana do isolamento social e que só voltaram às ruas porque o dinheiro necessário para alimentar a família havia acabado. “Medo [de contrair a covid19] a gente tem, mas precisa trabalhar, porque senão fica sem ter o que comer”, afirma Valberto, que vende frutas e raízes no Centro de Arapiraca. Ele relatou que não entende o porquê de o comércio nos armazéns na rua do Sol continuar acontecendo livremente e ele não pode fazer o mesmo.
“Gostaria de fazer um apelo ao governador para que ele olhe para as classes mais baixas, pense no que a gente precisa para sobreviver. A situação está muito difícil, não dá para ficar em casa mais uma semana. Eu fiquei na primeira, mas a reserva que eu tinha acabou e a agora tenho que trabalhar para ganhar o pão”, ressaltou.
Veja o vídeo:
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