Moro passou informações privilegiadas para Bolsonaro
O ex-ministro teve acesso a investigações que tramitavam sob segredo de justiça, como no caso das laranjas do PSL
Após Sérgio Moro pedir demissão na última sexta-feira (24) e denunciar as intenções de Jair Bolsonaro de interferir politicamente na Polícia Federal, parte da imprensa tentou ofuscar as imoralidades cometidas pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública que acessou informações privilegiadas e “relatórios de inteligência” no comando da pasta. A reportagem é do portal GNN.
Em julho de 2019, com o desdobramento do escândalo dos laranjas do PSL, Bolsonaro disse a jornalistas que Moro “mandou a cópia do que foi investigado pela Polícia Federal". "Mandei um assessor meu ler porque eu não tive tempo de ler", acrescentou.
A investigação de laranjas do PSL tramitava sob segredo de Justiça em Minas Gerais. A Folha de São Paulo escreveu que “surgem dúvidas éticas e legais” quando Bolsonaro determinou que Moro mandasse a Polícia Federal investigar os supostos esquemas ilícitos de outros partidos.
Moro também teve acesso privilegiado ao inquérito dos supostos hackers que vazaram mensagens de Telegram ao site Intercept Brasil. O ex-ministro da Justiça chegou a telefonar para os citados nas conversas prometendo que os resquícios (provas) seriam destruídos.
O presidente da Associação de Delegados da Polícia Federal (ADPF), Edvandir Paiva, pediu a Moro um maior distanciamento dos trabalhos da corporação. “Em tese, o ministro da Justiça não deveria ter nenhuma informação sobre investigação sigilosa”, afirmou Paiva
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