Bolsonaro inclui academias e salões de beleza em lista de atividades essenciais
Este é o terceiro decreto que Bolsonaro edita para ampliar as chamadas atividades essenciais
O presidente Jair Bolsonaro publicou decreto nesta segunda-feira (11) em Brasília que incluiu academias e salões de beleza na lista de atividades essenciais -- ou seja, aquelas que podem funcionar durante a pandemia do novo coronavírus, desde que seguindo as recomendações do Ministério da Saúde.
"Eu coloquei hoje, porque saúde é vida. Academias, salão de beleza, cabelereiro também. Porque isso aí é higiene, é vida", disse a jornalistas no Palácio da Alvorada. "Essas três categorias juntas, dá mais de 1 milhão de empregos."
Segundo Bolsonaro, o governo vai aguardar "o que acontece nessas de hoje" para decidir sobre uma eventual ampliação da lista de atividades essenciais.
Este é o terceiro decreto que Bolsonaro edita para ampliar as chamadas atividades essenciais. Depois do texto original, que incluiu serviços como supermercados, farmácias e serviços de saúde, produção e transmissão de energia e combustível, entre outros, Bolsonaro editou no final de março um decreto colocando igrejas e lotéricas como atividades essenciais.
Na semana passada, durante encontro com empresários, o presidente assinou um novo decreto liberando também como essenciais a produção industrial e a construção civil, e avisou que outros viriam.
Embora o governo federal tenha a prerrogativa de estabelecer essa lista, o STF (Supremo Tribunal Federal) deu aos estados e municípios autonomia para decidir quais serviços podem funcionar em suas localidades durante o cumprimento da quarentena.
Sem consulta
O ministro da Saúde, Nelson Teich, disse que sua área não foi consultada sobre a decisão do presidente de ampliar o número de atividades essenciais, mas disse que a pasta pode contribuir com a elaboração de maneiras de se proteger as pessoas.
Teich se mostrou surpreso, em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, ao ser questionado sobre a decisão do presidente de incluir as novas atividades como essenciais, mas afirmou que "qualquer coisa decidida pode ser revista".
"Hoje existe um diálogo que permite que a gente se posicione se for necessário", afirmou.
O ministro acrescentou que a retomada de atividades pode acontecer caso seja criado um fluxo que impeça a contaminação das pessoas.
Crítica a governadores
Bolsonaro lembrou que o STF deu a estados e municípios o poder de decidir que atividades podem ou não funcionar. Sem citar nomes, o presidente reiterou críticas a governadores que têm imposto restrições à reabertura da economia como forma de conter a pandemia.
"Eu estou vendo muitos prefeitos reclamando que querem botar suas cidades para trabalhar, e o respectivo governador não deixa. Tem cidade que não tem um caso do vírus, e está quase completamente fechada", afirmou.
Ao ser perguntado se estava usando os decretos para burlar as decisões dos governadores, Bolsonaro negou.
"Eu não burlo nada, saúde é vida. A decisão de fechar o comércio pertence ao respectivo governador ou prefeito. A minha responsabilidade, nós temos feito", afirmou.
O presidente voltou a defender que o combate à Covid-19 e a recuperação da atividade econômica devem ser tratadas de forma paralela, com o objetivo de conter uma escalada de desemprego.
"Cada percentual que se aumenta no número de desempregados no Brasil, a violência cresce também", disse.
Com informações da Reuters
Veja também
Últimas notícias
Jovem é executado dentro de casa na cidade de Olho d’Água das Flores
Câmara aprova em 1º turno PEC com repasse do lucro de bets à segurança
EUA: Senado nega proposta para limitar poder de Trump em guerra no Irã
Polícia quer quebrar sigilo telefônico de réus por estupro coletivo
Arapiraca inicia programação do mês da mulher com ação de valorização na Praça Marques da Silva
Justiça mantém prisão de Vorcaro e cunhado em audiência de custódia
Vídeos e noticias mais lidas
Carlinhos Maia é condenado a pagar R$ 200 mil por piada sobre má-formação óssea
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Subcomandante de unidade da PM de AL é denunciado por agredir a esposa, também policial militar
