Comissão da OAB divulga nota e pede que população denuncie ao MP e a polícia maus tratos contra animais
Políticas de cuidados, adoção e castração são de responsabilidade do município e do Estado, explica a nota.
São constantes as denúncias relacionadas a maus tratos contra animais em Arapiraca. Diante disso, a Comissão de Meio Ambiente e Bem Estar Animal da OAB/AL, seccional Arapiraca, divulgou uma nota explicativa sobre alguns aspectos da questão. A recomendação é sempre que a população entre em contato com a polícia ou Ministério Público, pois abandono e maus tratos é crime. Caso não haja resposta, o contato pode ser feito com a OAB. Políticas de cuidados, adoção e castração são de responsabilidade do município e do Estado, explica a nota.
Leia a Nota na integra:
A competência da OAB é a de fiscalizar o cumprimento da lei. Fiscalizamos o cumprimento da lei de crimes ambientais que dispõe sobre sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente no tocante à proteção dos animais, entre eles os silvestres, domésticos, domesticados, nativos ou exóticos. Lei 9.605/98.
A OAB não recolhe animais enfermos ou abandonados, este é um trabalho que compete a Secretaria de Saúde através de seus centros de controle de zoonoses. Embora resida em todo cidadão que ama os animais, o instinto de proteção, a OAB não funciona como ONG nem detém local físico para levar esses animais, acolhe-los e trata-los, essa obrigação legal é do município.
As instituições que se propõe a fazer o trabalho assistencial, não tem obrigação nenhuma de recolher animais abandonados, o fazem por amor e com a ajuda de todos que pedem resgate, pedem socorro e pedem por uma cidade onde os animais tenham vida digna.
- CCZ recolhe animais enfermos;
- Polícia realiza detenção de criminosos;
- Ministério Público com seus promotores ajuízam ações contra quem as comete, assim como qualquer cidadão que preste queixa e testemunhe sobre a ocorrência na justiça;
- O município tem a obrigação de castrar, cuidar e realizar políticas públicas em prol da adoção e contra o abandono, principalmente com o advento da Lei federal 13.426/2017 de castração para o controle de natalidade de cães e gatos. COBREM do município e do governo do Estado assim como nós cobramos;
- ONGs e protetores ajudam os animais em situação de risco como podem, pois, sobrevivem de doações sem qualquer suporte do poder público que é o responsável por isso.
E todos, como cidadãos têm a responsabilidade de fazer a sua parte, seja cuidando por um dia, alimentando, pagando uma consulta Veterinária a um animal em situação de rua, seja realizando uma castração, apadrinhando um animal em ONG, entendendo que ações voluntárias nem sempre são possíveis.
É de extrema importância saber que:
- Não resgatamos animais, só prestamos suporte a resgate quando alguém se compromete a ficar com o animal ou o CCZ se responsabiliza;
- Não temos recursos da OAB para pagar veterinários;
- Não temos abrigos para levar os animais;
- Não temos parcerias com ONGS para direcionar o animal sem custos;
- Não ganhamos rações nem medicamentos. Quando ajudamos, é com recursos próprios.
A Nota é assinada pelo advogado Daniel de Macedo Fernandes da Silva, Presidente da OAB/AL - Subseção de Arapiraca e integrantes da Comissão, advogadas Giovanna Vasco, Williane Farias e Renata Maurício.
Últimas notícias
Carlos Alberto Parreira é internado em hospital particular do Rio de Janeiro
DMTT anuncia mudanças no trânsito na região da Av. Gustavo Paiva
Rodrigo Cunha firma parceria com Google para ampliar uso de tecnologia e inovação em Maceió
São João Raiz tem noite de acordeon e coco de roda nesta quarta-feira (17)
Polícia prende em PE e SP suspeitos de tentativa de latrocínio em Quebrangulo
Homem é preso por descumprir medida protetiva em Santana do Ipanema
Vídeos e noticias mais lidas
Profissionais de saúde são contratados para substituir doentes por covid-19
Prefeitura anuncia inauguração da avenida Senador Benedito de Lira com Raí Saia Rodada
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Fernando Barbosa, fundador do tradicional Bar do Caldinho, morre aos 76 anos em Arapiraca
