[Vídeo] Polícia usa munição não-letal para evitar linchamento de acusado de matar criança
Jovem chegou a ser detido na confusão e coronel Do Valle grava vídeo admitindo também estar revoltado com o crime
A comoção provocada pelo estupro e assassinato de uma criança em Maravilha é tanta, que a Polícia Militar precisou usar munição não-letal para dispersar a população que queria fazer justiça ‘com as próprias mãos’. Um jovem chegou a ser detido após atirar uma pedra na direção da viatura policial.
Antes de o acusado ser retirado da casa onde o crime aconteceu, várias pessoas jogaram pedras atingindo o telhado, mas o momento de maior tensão foi quando o acusado foi retirado da casa e colocado na viatura. Aos berros de “vocês estão defendendo bandido”, os policiais militares tiveram que conter um jovem e disparar balas de borracha.
A tentativa de linchamento teria continuado no Grupamento da Polícia Militar de Maravilha. Em suas redes sociais, o tenente-coronel Walter do Valle, que parabenizou os policiais pela prisão do acusado, afirmou que havia pessoas tentando invadir o GPM para linchar o acusado, que não estava lá.
O local para onde o acusado foi levado está sendo mantendo sob sigilo pela Polícia Civil, justamente por questões de segurança. De acordo com policiais, o acusado foi autuado em flagrante por estupro e homicídio.
Conforme as primeiras informações divulgadas sobre o caso. Os pais da vítima, uma menina de sete anos conhecida como Bia, entraram em contato com a Polícia Militar e informaram que a criança estava desaparecida desde a quarta-feira (05). Eles suspeitavam que a menina estava na casa de um conhecido da família. Uma guarnição foi enviada à residência e o homem disse que a criança não estava lá.
Os militares fizeram uma varredura na residência e perceberam que havia um saco de lixo em cima do telhado e que havia sangue saindo do pacote. Era o corpo da criança, que apresentava sinais de violência sexual.
A notícia se espalhou rapidamente pelo município e, pouco tempo tempos havia uma grande aglomeração de pessoas em volta da residência do acusado.
Em suas redes sociais, o coronel do Valle também exprimiu sua revolta em relação o caso. “Esse vagabundo estuprou a criança e não contente ainda matou e jogou o corpo no telhado da casa. Não tem adjetivo para expressar o que esse cara significa. É um animal, um monstro”, declarou.
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