Comércio de flores neste dia de Finados é influenciado pela condição das cidades no plano de flexibilização
Produtores reduziram a oferta do produto devido à pandemia, a data é importante no calendário comercial do setor
A condição em que cada cidade está no plano de flexibilização dos estados e a autonomia para decidir se abrem ou não os cemitérios no Dia de Finados, dada aos prefeitos das cidades paulistas pelo governador João Dória, trazem reflexos diretos na comercialização de flores.
Enquanto alguns municípios já anunciaram que os cemitérios estarão fechados e a visita aos túmulos proibidas para evitar aglomerações, caso da cidade de Piracicaba, na região de Campinas, outros vão mantê-los abertos e sem restrições. Mas há ainda cidades que optaram por antecipar e diluir a visitação durante esta semana, antecedendo a data, como fez Presidente Prudente, no oeste do Estado.
Produtor de Paranapanema que comercializa parte do que produz no CEAFLOR, o mercado localizado no Circuito das Flores, na região de Holambra, Erick Johannes Steltenpool informa que diminuiu a produção em cerca de 20%, mas muito mais por falta de espaço que de mercado.
“Produzimos 126 mil vasos no total, entre crisântemo, kalanchoe e calandiva para Finados ao invés dos 160 mil habituais, e já vendemos tudo. Se tivéssemos mais 40 mil disponíveis, venderíamos facilmente”, contou, explicando que isso se deu em função de muitas das cidades que abastece, no interior de São Paulo e do Paraná, não terem adotado restrições aos cemitérios.
Hilda Yscava, produtora de crisântemo pote 15, de Atibaia, procurou ser cautelosa nesses tempos de pandemia e diminuiu a produção em 20%. Para este Finados colocou à disposição do mercado 60 mil vasos da flor, já comercializou tudo junto a atacadistas e supermercados de diferentes regiões do País, mas considera que sua cautela foi assertiva.
“Se tivesse produzido os 20% que optamos reduzir, certamente haveria sobra do produto”, afirmou. Isto porque, explica, embora em algumas regiões atendidas a visitação em cemitérios será normal, em muitas outras poderá haver restrições, e isso levou os varejistas a optarem por não correr o risco de perdas.
Produtor de crisântemos e kalanchoe na região de Atibaia, Dirceu Hasimoto, conta que reduziu em 75% a produção de crisântemos em relação ao ano passado, e que parte dos 25% efetivamente produzidos para a data este ano correm o risco de encalhar, pois não está seguro de que conseguirá escoar tudo.
“Muitos lugares das regiões que abastecemos nos estados do Sul e de São Paulo não vão abrir seus cemitérios, justamente porque o público que faz as visitas aos túmulos é constituído, em 80% dos casos, de pessoas mais velhas, justamente as que estão no grupo de riscos da Covid-19”, afirmou. Somado a isso, a incerteza dos varejistas em relação à permissão de abertura ou não, tem levado muitos a desistir da compra para não ficar no prejuízo.
Finados
Crisântemos e kalanchoes, seguidos de calandivas, antúrios e sunpatiens são os produtos campeões de vendas para o período de Finados em situação de normalidade. Beleza, durabilidade e resistência ao calor são os atributos dessas espécies preferidas do consumidor. Plantadas em vaso, uma vez que as flores de corte estão proibidas em função da dengue, tendem a durar bem mais, pois são de fácil manutenção.
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