Dólar opera em alta, de olho em vitória democrata no Senado dos EUA e vacinação no Brasil
No dia anterior, a moeda norte-americana subiu 0,84%, a R$ 5,3044
O dólar opera em alta nesta quinta-feira (7), em meio à perspectiva de mais estímulos nos EUA depois que os democratas ganharam o controle do Senado e do aceno do governo federal em começar a vacinação da população do Brasil antes do próximo dia 25.
Às 9h32, a moeda norte-americana subia 0,66%, vendida a R$ 5,3395. Veja mais cotações. Na máxima, chegou a R$ 5,3699.
No dia anterior, o dólar subiu 0,84%, cotado a R$ 5,3044, numa sessão volátil, com a pressão levando o Banco Central a fazer oferta extraordinária de liquidez para amenizar a volatilidade. Na parcial da semana, a moeda norte-americana acumula alta de 2,26%.
O Banco Central fará neste pregão leilão de swap tradicional para rolagem de até 16 mil contratos com vencimento em maio e setembro de 2021.
Cenário global e local
O Congresso americano confirmou na madrugada desta quinta-feira (7) a vitória de Joe Biden na eleição, e o presidente eleito tomará posse em 20 de janeiro. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que "haverá uma transição ordeira em 20 de janeiro". A declaração foi feita após apoiadores do presidente invadirem o Capitólio, sede do Congresso americano. Quatro pessoas morreram durante a invasão, segundo a polícia.
No cenário local, o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, disse em reunião ministerial na quarta-feira (6) que o governo começará a vacinar a população contra a Covid-19 antes do próximo dia 25 — data estabelecida pelo governador João Doria (PSDB), adversário político de Jair Bolsonaro, para o início da vacinação em São Paulo.

Variação do dólar — Foto: Economia G1
Para analistas, a moeda brasileira volta a sentir os efeitos do juro baixo, que tira do câmbio o amortecedor para eventos de maior estresse externo ou interno. Com a queda da Selic a 2% ao ano e a inflação acima de 3%, o juro real no Brasil está negativo, o que desestimula a compra de reais por investidores em busca de lucros em operações de "carry trade" --nas quais no passado o real era destaque.
No dia anterior, o Banco Central anunciou oferta líquida de até US$ 500 milhões em contratos de swap cambial tradicional e vendeu todo o lote. O BC já havia conduzido ofertas líquidas de swap cambial ao longo de dezembro, a fim de mitigar o efeito de compras bilionárias de dólares na esteira do desmonte do "overhedge". E, desde o fim de dezembro, o real voltou a descolar de pares emergentes, mostrando desempenho pior, quadro que potencializa novas intervenções cambiais pelo BC.
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