'A gente não pode ser escravo do mercado', diz Mourão sobre possível repercussão negativa de volta do auxílio emergencial
Governo planeja retorno do benefício com valor na faixa de R$ 250 por cerca de quatro meses
O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta sexta-feira (12) que o governo não pode "ser escravo do mercado" ao considerar uma possível repercussão negativa entre investidores do impacto nas contas públicas gerado pelo pagamento de uma nova rodada do auxílio emergencial.
O presidente Jair Bolsonaro, cobrado pelos novos comandas da Câmara e do Senado, afirmou que o retorno do benefício, pago em 2020, está "quase certo". A ideia é retomar em março os pagamentos do socorro destinado a trabalhadores que perderam renda com a pandemia.
Segundo o blog da jornalista Ana Flor, o governo federal estuda uma nova rodada do auxílio emergencial com quatro parcelas de R$ 250. O novo auxílio deve ser pago à metade do número de beneficiados das rodadas anteriores.
Mourão fez o comentário ao ser questionado se o aumento do déficit nas contas públicas para financiar o benefício seria bem recebido pelo mercado financeiro.
"Minha gente, a gente não pode ser escravo do mercado", respondeu o vice. "Nós temos aí uns 40 milhões de brasileiros que estão em uma situação difícil, a gente ainda continua com a pandemia, a gente acredita que mais uns três, quatro meses a gente tenha uma produção de vacina capaz de começar um processo de imunização consistente", afirmou.
Ele disse ainda que Bolsonaro é "obrigado a decidir" alguma forma para auxiliar essa parcela da população e que, qualquer que seja a decisão, o presidente "vai tomar pau".
"É uma situação difícil e julgo que ele vai buscar a melhor solução", afirmou.
Mourão afirmou que Bolsonaro, equipe econômica e parlamentares buscam uma saída para financiar a nova rodada do auxílio. A previsão do governo é que o déficit das contas públicas atinja R$ 247 bilhões em 2021, conta que não considera uma nova despesa com o auxílio emergencial.
"Em linhas gerais, ou você faz um crédito extraordinário, aí seria o tal do orçamento de guerra, ou corta dentro do nosso orçamento para atender às necessidade. Não tem outra linha de ação fora", disse o vice-presidente, durante entrevista no Palácio do Planalto.
Na quinta-feira (11), balanço feito por consórcio de veículos de imprensa, informou que 4.584.338 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19 no Brasil (2,16% da população). A segunda dose foi aplicada em outras 108.735 pessoas (0,05% da população).
Veja também
Últimas notícias
Vinda de Carlos Bolsonaro leva 150 mil pessoas ao Bloco do 22 em Maceió
Mulher é presa suspeita de desviar até R$ 20 mil de clínica odontológica em Maceió
Alfredo Gaspar apresenta propostas de Flávio Bolsonaro em encontro na Bahia
Lei de Cibele Moura que garante piso salarial a farmacêuticos hospitalares é promulgada
Governo de Alagoas antecipa pagamento dos servidores para 27 de outubro
'Serial killer de Maceió' é condenado a 60 anos por matar casal no Vergel
Vídeos e noticias mais lidas
Merendeira é homenageada por equipe de escola em despedida
[Vídeo] Chuvas abrem cratera e motoristas correm riscos na AL-101 Norte
Táxi de Arapiraca fica submerso após avanço da correnteza na Praia do Peba
Jovem é preso com arma e drogas no bairro do Jacintinho, em Maceió
