Enfermeiro arapiraquense relata aflição ao perder pacientes para a Covid-19

Trabalhar em hospitais e unidades sentinela não tem sido fácil, principalmente nos últimos dias, com o aumento no número de casos e, consequentemente, aumente na ocupação de leitos clínicos e de UTIs.
Muitos profissionais de saúde precisam se desdobrar para dar conta do grande volume de trabalho e, ainda por cima, se manter firme mesmo diante da sobrecarga emocional.
Para o enfermeiro Evânio Silva, que trabalha na ala Covid do Hospital de Emergência do Agreste, em Arapiraca, tem sido dias difíceis de trabalho. "Nesses momentos, precisamos ter domínio dos nossos sentimentos. As vagas são limitadas para o número de pacientes que precisam de mais uma oportunidade para sobreviver", disse o profissional.
De acordo com o último boletim de ocupação de leitos hospitalares, publicado nesse domingo (28), cerca de 80% dos leitos destinados para o tratamento de pacientes de Covid em Arapiraca estão ocupados. Dos 51 leitos de UTI, 42 estão ocupados; dos 85 leitos clínicos, apenas 22 estão disponíveis.
Apesar dos números preocupantes, durante o final de semana a situação era ainda mais preocupante. A Capital do Agreste chegou a ficar com 94% de ocupação nos leitos hospitalares.
Na última semana de fevereiro, Arapiraca registrou um total de 15 mortes pela doença, que tem causado vítimas em todo o pais.
Para Evânio, cada alta é motivo de festa para as equipes de saúde, e cada perda é sentida no íntimo do coração. "A cada óbito, apesar de muitos não verem, nós também choramos", desabafou.
"Todos os dias nós corremos contra o tempo para preparar o leito para outros pacientes. Pacientes estes que podem vir de todos os lugares. É gente precisando de UTI, é gente precisando de enfermaria, de oxigênio. Tudo muito intenso", continuou.
Alerta!
Nesse domingo (1º), a cidade de Arapiraca registrou o maior número de casos positivos desde o início do ano de 2021. Foram 106 casos positivados, de acordo com o Boletim Epidemiológico publicado diariamente pela Prefeitura Municipal de Arapiraca.
Em meio a tudo isso, o enfermeiro dá um alerta: "Não é hora de abandonar as máscaras, muito menos é hora para aglomeração. Estamos longe de voltar ao que era antes. Precisamos ser perseverantes".
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