Dólar abre em queda nesta quinta
Na quarta-feira, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,74%, cotada a R$ 5,6404
O dólar abriu em queda nesta quinta-feira (8), negociado perto de R$ 5,60. Às 9h13, a moeda norte-americana caía 0,54%, cotada a R$ 5,6098.
Na quarta-feira, o dólar fechou em alta de 0,74%, a R$ 5,6404. Na parcial do mês, acumula alta de 0,23%. No ano, o avanço é de 8,74%.
Cenário
No exterior, os investidores aguardam a divulgação de novos dados de auxílio-desemprego nos Estados Unidos, enquanto a sinalização de que o Federal Reserve (Fede, o banco central dos EUA) não tem pressa para apertar a sua política monetária sustentava o clima de maior otimismo.
Na cena doméstica, as atenções seguem voltadas para as preocupações torno da saúde das contas públicas, do ritmo da vacinação contra o coronavírus e de declarações do presidente Jair Bolsonaro entendidas como ameaça de intervenção na Petrobras.
O BTG Pactual, por exemplo, informou que aumentou a sua projeção para a taxa de câmbio para R$ 5,40 no final de 2021 e para R$ 5,60 em 2022, citando maior risco fiscal e agravamento da pandemia.
Bolsonaro afirmou nesta quarta que o aumento do preço do gás anunciado pela Petrobras nesta semana, de 39%, é "inadmissível" e, apesar de dizer que não irá interferir na estatal, afirmou que a política de preços da empresa pode mudar. Na noite, jantou com 25 empresários em São Paulo e ouviu cobrança por reformas estruturais.
A Petrobras informou em nota que indagou o seu acionista controlador, por meio do Ministério de Minas e Energia, sobre a existência de informações relevantes que deveriam ser divulgadas ao mercado em razão das declarações de Bolsonaro e que "até o momento, a companhia não recebeu resposta do MME".
Na agenda de indicadores, o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) da Fundação Getulio Vargas caiu pelo terceiro mês seguido, atingindo o menor nível desde agosto de 2020. Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que a produção industrial registrou queda em 10 das 15 regiões pesquisadas na passagem de janeiro para fevereiro.
Apesar das incertezas políticas e econômicas, alguns gestores têm considerado os preços do dólar esticados, o que aumenta as chances de alguma correção, especialmente num momento de perspectiva de elevação da taxa básica de juros no país.
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