Padrasto pede ajuda para enteado com várias doenças em Piaçabuçu
Márcio Rodrigo, 12, tem hidrocefalia, paralisia cerebral, é tetraplégico, cego e surdo
Enquanto milhões de crianças em todo o país crescem sem a figura paterna, em Piaçabuçu, Litoral Sul de Alagoas, um padrasto tomou a frente da luta para garantir o acesso à saúde do enteado. Márcio Rodrigo tem atualmente 12 anos e é portador de necessidades especiais. Ele tem hidrocefalia e paralisia cerebral, é tetraplégico, cego, surdo e possui ainda outros problemas de saúde, entre eles alergia severa e uma doença gástrica que o impede de se alimentar por via oral.
O padrasto, Evandro de Oliveira, é trabalhador autônomo e se classifica como um "faz tudo". Mas mesmo aceitando qualquer tipo de trabalho para sustentar a família e atender as necessidades de Márcio Rodrigo, o esforço não é suficiente. O enteado usa fraldas, precisa fazer uso de uma grande quantidade de remédios, além de frequentes consultas médicas. Enquanto aguardam o cumprimento de decisões judiciais contra o município e contra o Estado, para garantir que as necessidades de saúde da criança sejam supridas, Evandro precisa da solidariedade para manter o enteado.

"Quando eu passei a me relacionar com a mãe dele, Márcio tinha oito anos e era muito pequeno e pesava só oito quilos. Cheguei a dizer que ele parecia um boneco e falei: ´você sabia que ele tem direitos?'. Ela disse que ele é aposentado, só que o valor é muito baixo e também que estava cansada de receber tanto 'não' quando pedia ajuda. Preciso ser sincero, até ameaça eu já recebi por lutar pelos direitos do meu enteado. Muita gente diz que eu não deveria me preocupar porque ele não é meu filho de verdade. Mas eu sinto como se fosse, e mais do que isso, ele é um ser humano. Ele vale mais que muita gente que anda, enxerga, fala e ouve", afirmou Evandro.
A família vive em uma pequena casa, com um único quarto, onde Márcio Rodrigo dorme em uma cama hospitalar que está quebrada. O menino precisa também de cadeira de rodas e cadeira de banho, além de fraldas, medicamentos e alimentação especial. Ele precisou passar por um procedimento para colocar um botão gástrico do abdome para o estômago após passar por mais de cem pneumonias provocadas porque os alimentos que ele ingeria ia para os pulmões.

Parte dessas necessidades poderiam ter sido supridas se município e Estado estivessem cumprindo as decisões judiciais ajuizadas pela Defensoria Pública no ano passado, para que o menino tenha acesso a consultas, medicamentos, tratamento e home care. Conforme a assessoria, a defensora Thainá Cidrão Massilon está acompanhando o caso e vai informar o Judiciário a respeito do descumprimento da sentença, para que seja dado prosseguimento na ação.
Enquanto as decisões judiciais não são cumpridas, quem quiser ajudar Márcio Rodrigo pode fazer doações com depósitos em dinheiro e transferência bancária:
Caixa Econômica Federal
Titular: Evanilda dos Santos
Agência: 0058
Operação: 023
Conta número: 000140917-2
Ou ainda pelo PIX: 829993614311, que corresponde ao número de telefone de Evandro de Oliveira.

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