Satélites da SpaceX são vistos no céu de SC
Equipamentos estavam orbitado a mais de 800km/h, segundo o astrônomo amador catarinense. Passagem durou cerca de 5 minutos
Os satélites da empresa Space X foram vistos no céu de Monte Castelo, no Norte catarinense, na noite de quarta-feira (19). As imagens foram captadas pela câmera de uma estação de monitoramento do astrônomo amador Jocimar Justino, que é membro da Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros (Bramon). Os satélites fazem parte de um projeto chamado "Starlink", lançado pelo dono da montadora de carros elétricos Tesla, Elon Musk.
A passagem durou cerca de 5 minutos e foi registrada às 18h40.
No registro, também há um ponto na parte de baixo que está se deslocando da direita para a esquerda. Segundo Jocimar, trata-se de um Boeing 747 indo para Santiago no Chile. O astrônomo amador conta que não estava preparado para fazer o registro.
"Aconteceu por acaso, eu não tinha me programado para gravar. E acabou acontecendo novamente, como no caso do foguete chinês. O registro pegou bem detalhadamente a passagem dos satélites", disse Jocimar.
Os equipamentos foram lançados por foguetes Falcon9 no último dia 9 de maio e estão orbitando a aproximadamente 310 km de altitude. Segundo Jocimar, os equipamentos estavam a mais de 800km/h. Por estarem juntos e enfileirados no céu, ganharam o nome de "trens de satélite". O fenômeno pode ser visto a olho nu.
Quase na mesmo horário, o astrofotógrafo Léo Caldas de Brasília, também registrou a passagem dos satélites na Capital federal.
Projeto audacioso
Segundo o professor de física e astronomia da Universidade de Brasília (UnB) Paulo Brito, o projeto da SpaceX visa oferecer internet de banda larga para pontos remotos do planeta.
"São vários conjuntos de 60 satélites. Eles são independentes, ficam rodopiando no planeta e passam diversas vezes por nós. Quando coincidem de passar por Brasília no início da noite ou fim da madrugada, a gente consegue ver."
Ainda de acordo com o astrônomo, o projeto é ambicioso e pretende lançar até 42 mil satélites no espaço. "Com isso, é possível que, daqui a alguns anos, tenhamos sinal de internet no meio da Amazônia e em pleno Oceano Atlântico", explicou Brito.
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