CPI da Covid ouve nesta terça Mayra Pinheiro, a “Capitã Cloroquina”
Secretária foi responsável pela distribuição de medicamentos sem comprovação de eficácia contra a Covid em Manaus e mentora do TrateCov
A CPI da Covid ouve, nesta terça-feira (24/5), a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, conhecida como “Capitã Cloroquina”.
A secretária, assim como o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, também ingressou com habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) e poderá permanecer em silêncio sobre fatos ocorridos entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, período em que ocorreu a crise do oxigênio hospitalar em Manaus.
O ministro Ricardo Lewandowski, do STF, que havia rejeitado um primeiro habeas corpus a secretária, acabou concedendo a ela o direito de ficar em silêncio. Afinal, Mayra responde a ação de improbidade administrativa apresentada pelo Ministério Público Federal no Amazonas
Mayra ficou conhecida por organizar uma comitiva de médicos a Manaus para promover o chamado “tratamento precoce” para a Covid-19, com cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina – mesmo sem a comprovação de eficácia no tratamento do novo coronavírus –, no auge da crise de oxigênio hospitalar na capital amazonense.
Ela também escreveu um artigo no qual faz uma defesa sobre a nota informativa n° 9/2020, que tem orientações do Ministério da Saúde para “Manuseio Medicamentoso Precoce de Pacientes com Diagnóstico de Covid-19”, e sugeriu que os críticos aos medicamentos sem comprovação de eficácia para a Covid-19 podem ter cometido um “verdadeiro genocídio”.
Pazuello afirmou à CPI da Covid na última semana que a secretária é a mentora da plataforma TrateCov, que indicava remédios sem comprovação de eficácia até para bebês.
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