Rodrigo Cunha defende mais investimentos em inovações tecnológicas no combater ao câncer
O senador alagoano propôs na Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) do Senado Federal a realização de uma audiência pública para debater inovações tecnológicas na prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer

O senador Rodrigo Cunha (PSDB) quer promover o avanço nacional rumo ao uso de tecnologias avançadas em todo o país na saúde pública, especialmente no combate ao câncer, doença que, lamentavelmente, ainda vitima tantos brasileiros e brasileiras. Diante deste desafio, para mapear os tratamentos mais modernos neste campo da medicina, o senador alagoano propôs na Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) do Senado Federal a realização de uma audiência pública para debater inovações tecnológicas na prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer. A audiência foi realizada na terça-feira (26).
De acordo com Rodrigo Cunha, diversos países estão se consolidando na vanguarda do investimento em soluções inovadoras e startups na área de saúde, e as novas tecnologias aplicadas no setor podem contribuir para aumentar a qualidade e velocidade de diagnóstico de doenças como o câncer. “Precisamos implantar ambientes de inovação e desenvolver soluções inovadoras para a saúde, principalmente com impacto no sistema público, reduzindo custos e tratando com mais eficácia nossos pacientes. A aplicação de tecnologia e inovação no sistema de saúde, seja público ou suplementar, consolida-se também cada vez mais como um importante caminho de aumento da produtividade e melhoria da qualidade do atendimento de saúde à população” disse o senador.
“No caso da saúde da mulher, por exemplo, é inconcebível que doenças como o câncer de mama e o de colo de útero ainda tenham diagnóstico tão tardio em alguns casos, com muitas mulheres enfrentando muitos obstáculos para buscar tratamento e a cura na rede pública. Quanto mais o país investir no uso de tecnologias avançadas no diagnóstico, nos cuidados e nas terapias voltadas às pacientes acometidas com esta doença, mais eficazes serão a cura a qualidade de vida. Doenças tão graves como câncer precisam se valer de todo o conhecimento tecnológico em seu combate. E com esta audiência na Comissão de Ciência e Tecnologia queremos traçar um raio-X de como o Brasil vem lidando com este tema fundamental”, reiterou Rodrigo Cunha.
Durante audiência os debatedores defenderam mais investimento público e a elaboração de uma política de estado para acelerar o processo de inovação tecnológica na área da saúde. Para eles, é preciso pensar o assunto de forma estratégica com o objetivo de agilizar o acesso ao diagnóstico e tratamento contra o câncer, em especial o de mama. No geral, mais de 10% dos municípios brasileiros tem o câncer como a primeira causa de morte e de 70% a 80% dos casos de câncer já chegam na unidade de saúde em estágio avançado. Nas discussões também foi defendida a criação de centros de inovações, espécies de hub tecnológicos, em cidades de médio e grande porte e que pudessem, pela conectividade dos vários atores, atender, principalmente, regiões remotas que possuem carência de profissionais médicos especializados.
O Brasil vive uma aceleração na adesão de tecnologia e processos mais ágeis durante os anos de 2020 e 2021, principalmente como efeito da pandemia causada pelo Covid-19. Porém, ainda há um longo caminho pela frente. Em um país onde quase 70% da população depende do Sistema Único de Saúde (SUS), a capilaridade e velocidade de adesão são critérios fundamentais para acelerar a transformação digital na saúde nacional. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as despesas no setor de saúde representam 9,2% do PIB nacional. Apesar do investimento, o sistema de saúde no Brasil apresenta inúmeros desafios e carece da aceleração da adesão de tecnologia e soluções inovadoras.
Entre os convidados para a audiência estiveram o diretor da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Bruno Pacheco; o diretor do Hospital do Coração de Alagoas, Ricardo Cavalcanti; o diretor de inovação do Hospital de Amor, da cidade de Barretos, Luís Romagnolo; e a presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Clarissa Mathias, além de representantes do Ministério da Saúde e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.
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