Justiça

[Vídeo] Réus acusados do assassinato de Hudson Melanias são condenados a quase 50 anos de prisão

Julgamento teve mais de 12h de duração e aconteceu no Fórum de São Sebastião

Por 7Segundos 09/02/2022 09h09 - Atualizado em 09/02/2022 13h01
[Vídeo] Réus acusados do assassinato de Hudson Melanias são condenados a quase 50 anos de prisão
Penas de Jackson Lima (esquerda) e José Ednaldo somam quase 50 anos de prisão - Foto: Caio Loureiro/ Dicom TJ

Os réus José Ednaldo dos Santos e Jackson de Sousa Lima foram considerados culpados pelo assassinato do jovem Hudson Melanias, ocorrido em dezembro de 2019. José Ednaldo foi condenado a 25 anos e 6 meses de reclusão, em regime fechado, e Jackson, conhecido pelo apelido de Seninha, condenado a 22 anos e 9 meses.

O júri popular, que aconteceu no Fórum de São Sebastião e comandado pela juíza Lígia Seabra teve início no final da manhã de terça-feira (08) e só foi concluído após às 23h. Durante o julgamento, além do depoimento dos réus, foram ouvidas sete testemunhas.

Ao fixar a pena, a magistrada apontou que o crime foi cometido por motivo fútil, uma vez que os réus teriam se desentendido com a vítima por motivo de pouca relevância.

“O crime foi praticado em local ermo, no qual sequer seria possível que alguém ouvisse eventual pedido de socorro, ou tentasse, de alguma forma, evitar a consumação do delito, retirando completamente a chance da vítima escapar da trama elaborada para dar fim à sua vida”, ressaltou a juíza.

A dupla confessou a autoria do crime ainda na fase do inquérito policial. Eles relataram que mataram Hudson Melanias devido um desentendimento entre eles durante uma bebedeira. José Ednaldo e Jackson Lima aparecem em um vídeo, gravado pouco antes do homicídio, em uma farra junto com a vítima. Os réus também foram condenados pelo crime de furto qualificado.


Em depoimento ao delegado Guilherme Iusten, que comandou as investigações policiais sobre o caso, os réus contatam que fingiram que a desavença havia sido resolvida e viajaram com a vítima em direção ao Litoral, mas antes de chegarem ao destino, resolveram matar Hudson Melanias.

O crime bárbaro teve grande repercussão na época. O jovem - filho do professor Janeo Melanias, então secretário de Educação em Arapiraca - foi decapitado. Hudson estava desaparecido há alguns dias e era procurado por familiares e pela polícia, até que um corpo sem identificação foi encontrado em uma plantação de mandioca na zona rural de São Sebastião no dia 29 de dezembro de 2019.

Mas o reconhecimento oficial do corpo só aconteceu no dia 02 de janeiro, no IML de Arapiraca. Hudson Melanias estava com as mesmas roupas que usava em um vídeo, muito compartilhado nas redes sociais naquele período, que mostra o jovem em uma farra acompanhado de várias pessoas, entre elas os acusados do crime.

Hudson Melanias tinha 25 anos quando foi assassinado

Entenda o caso

De acordo com os autos, o crime ocorreu em uma estrada pertencente ao Município de São Sebastião e teria sido motivado por discussões entre Hudson e os réus. Os acusados teriam bebido com a vítima e outros rapazes durante a madrugada do dia 28 para 29 de dezembro quando se desentenderam.

Depois de beberem em dois postos de combustível e na casa de uma outra testemunha, os acusados teriam dito que iam para uma casa de praia para continuarem bebendo com a vítima e que iam pegar a chave na casa da sogra de José Edinaldo.

Na volta da casa da sogra, eles pararam o carro alegando que iriam urinar. Neste momento, os réus agrediram e degolaram a vítima. Um dos rapazes que tinha pegado carona com os réus viu o assassinato e, ao prestar depoimento, contou que foi avisado que se tentasse impedir seria assassinado também.