Guedes: Com reeleição, vamos privatizar Petrobras; se PT vencer, haverá estagnação
Em Davos, ministro falou sobre as perspectivas da economia brasileira diante das eleições presidenciais
Caso o presidente Jair Bolsonaro seja reeleito em outubro, será retomada a agenda de reformas, inclusive com a privatização da Petrobras. A avaliação é do ministro da Economia, Paulo Guedes. Mas, caso as urnas deem vitória ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro prevê “estagnação econômica e aumento de impostos”.
Durante entrevista coletiva após participar do Fórum Econômico Mundial em Davos, o ministro Guedes falou sobre as perspectivas da economia brasileira diante das eleições presidenciais.
Em caso de reeleição de Bolsonaro, o ministro prevê manutenção da maioria governista no Legislativo e avanço da pauta econômica. “Com esse Congresso mais de centro-direita, vamos ampliar as reformas. Vamos privatizar a Petrobras, vamos fazer mais acordos comerciais, como com a Ásia. Vamos fazer bem mais do que nós temos feito até agora”.
Guedes também falou sobre a hipótese de vitória de Lula. Sem mencionar partidos ou nomes e se referindo a governos passados como “sociais-democratas”, o ministro disse que é possível prever o que deve acontecer com base no que ocorreu nos últimos governos.
“Temos o ‘track record’ deles de 30 anos. É estagnação econômica, aumento de impostos, endividamento”. Track record é um termo econômico sobre a observação do passado como indicador de possível comportamento futuro.
O ministro, porém, reconheceu um fato positivo de governos passados. “Eles têm um mérito: a inclusão dos mais frágeis no Orçamento público. É o coração macio, mas cabeça dura”, comparou, ao citar que é correta a proteção aos mais pobres, mas que as demais políticas econômicas são equivocadas.
No fim da entrevista, Guedes foi perguntado sobre a chance de voltar como ministro da Economia do Brasil na próxima edição do Fórum Econômico Mundial, em janeiro de 2023. Portanto, após as eleições presidenciais. E o ministro brincou com os jornalistas. “A pizza já está combinada”, respondeu. “Se eu voltar, vocês pagam. Se eu não voltar, vocês comerão a pizza por minha conta. Mesmo sem estar aqui”.
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