Policiais envolvidos na abordagem que resultou na morte de empresário participarão de reprodução simulada
A participação dos PMs foi confirmada pelo advogado Napoleão Lima Júnior
Os seis policiais envolvidos na abordagem que resultou na morte do empresário arapiraquense Marcelo Barbosa Leite vão participar da reprodução simulada do caso, que será realizada pelo Instituto de Criminalística (IC), após determinação do juiz Rômulo Vasconcelos de Albuquerque, que acolheu as solicitações do Ministério Público Estadual (MPE/AL).
A participação dos militares, que é opcional, foi confirmada pelo advogado Napoleão Lima Júnior, que os defende no caso.
De acordo com as investigações, além dos seis policiais militares outras quatro testemunhas também foram ouvidas pela comissão de delegados responsável pelo caso, que é composta por Filipe Ferreira Rodrigues Caldas, Sidney Walston Tenório de Araújo e Cayo Rodrigues Silva.
Sobre o caso!
Marcelo dirigia um veículo Hyundai Creta de cor preta e teria, segundo a guarnição policial envolvida, passado em alta velocidade por um "quebra-molas" e, em seguida, desobedecido a uma ordem de parada. Ele foi socorrido pelos próprios policiais e encaminhado ao Hospital de Emergência do Agreste, sendo transferido alguns dias depois para a Santa Casa de Misericórdia de Maceió e, em seguida, para o Hospital Beneficência Portuguesa do Mirante, em São Paulo, onde veio a óbito na madrugada da última segunda-feira (5).
No relato do flagrante registrado pela PM, os militares informaram que o empresário teria apontado uma arma para a guarnição, que reagiu atirando em direção ao pneu do veículo. Um desses tiros, que teria sido proveniente de um fuzil, perfurou o porta-malas e atingiu Marcelo nas costas.
De acordo com o advogado Victor Oliveira, contratado pela família de Marcelo Leite, a abordagem policial apresenta inconsistências.
"Em breves levantamentos realizados até o momento, constatou-se que a arma de fogo apreendida na ocorrência não foi acondicionada de forma correta. O invólucro em que estava a arma e as munições era inadequado, comprometendo a cadeia de custódia da prova e prejudicando a perícia técnica a ser realizada para auferir possíveis impressões digitais", disse ele.
Outra situação que chama a atenção da família e que é sustentada pelo advogado é o fato de que o carro do empresário foi retirado do local onde o fato ocorreu sem a autorização da família ou a presença da perícia técnica.
“Vamos aguardar a investigação para que, se for comprovada a negligência e imperícia dos policiais que participaram dessa ocorrência, que todas as medidas sejam tomadas”, finalizou o advogado.
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