Projeto de Marx Beltrão defende que indústria do agrotóxico pague capacitação a trabalhadores rurais
O Brasil é um dos países que mais utilizam agrotóxicos no mundo
Um Projeto de Lei (PL) de autoria do deputado federal alagoano Marx Beltrão (PP) quer fazer com que as empresas produtoras de agrotóxicos sejam obrigadas a reverter parte de seus lucros em atividades de capacitação de agricultores e empregados rurais rumo à correta utilização destes produtos. O PL, de nº 475/2023, representa um passo rumo à segurança do meio ambiente, da agricultura e dos consumidores brasileiros, no país que é um dos líderes globais no uso destes defensivos químicos nas lavouras.
“A legislação que regula a venda de agrotóxicos prevê que a utilização destes produtos seja prescrita por profissionais habilitados e as empresas do setor agro devem capacitar seus trabalhadores e agricultores. Mas a realidade é que nem sempre os produtores ou empregados rurais têm o conhecimento necessário para a compreensão do prescrito pelo profissional no receituário. E mais: ainda que bem compreendam a receita, estes trabalhadores podem não ter o conhecimento necessário para a correta utilização dos Equipamentos de Proteção Individual e para o manuseio destes produto com a devida segurança”, afirmou Marx Beltrão nesta terça-feira (28).
“Por isso, compreendo que as indústrias químicas, que faturam bilhões com a produção e a venda de agrotóxicos no Brasil, precisam destinar parte de suas receitas para ensinarem como trabalhadores, produtores e agricultores devem usar estes produtos perigosos, que podem colocar em risco a vida de quem os aplica no campo. E que podem, em especial se utilizados incorretamente, provocar danos à saúde coletiva da população consumidora de alimentos cultivados com a estes produtos”, enfatizou o parlamentar.
O Brasil é um dos países que mais utilizam agrotóxicos no mundo. Em 2022, 652 agrotóxicos foram liberados no país. Este número representou uma elevação de 16% em relação ao ano de 2016, quando foi registrada uma alta histórica da Coordenação-Geral de Agrotóxicos e Afins (CGAA) do Ministério da Agricultura. O volume também foi 14% superior ao de 2020 e 16% maior que em 2021, quando foram liberados, respectivamente, 493 e 562 pesticidas para uso nas lavouras nacionais. Desde 2016, o número de agrotóxicos autorizados cresce exponencialmente.
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