[Vídeo] Advogado de denunciados no caso Marcelo Leite afirma que PMs agiram em legítima defesa
Napoleão Lima Jr. afirma ainda que perícia técnica não comprova que PM´s plantaram arma no veículo da vítima
O caso Marcelo Leite ganhou, recentemente, mais um capítulo quando a justiça negou o pedido de prisão preventiva dos três policiais militares acusados pela morte do empresário, pedido esse encaminhado pelo Ministério Público Estadual.
Mesmo com o pedido de prisão preventiva negado, os policiais militares Jilfran Santos Batista, Ariel Oliveira Neto e Xavier Silva de Moraes permanecem como réus no processo e irão aguardar julgamento em liberdade, mas, afastados de suas funções policiais de segurança ostensiva, ou seja, sem atuar ou trabalhar nas ruas.
Em entrevista ao Portal7Segundos, o advogado de defesa dos três PM´s, Napoleão Lima Júnior, falou sobre a situação dos três militares no processo, especificamente sobre o caso do policial militar Jilfran Santos Batista, que atirou em Marcelo durante a abordagem policial na madrugada de 14 de novembro de 2022 na rodovia AL-220, em Arapiraca, atingindo Marcelo nas costas. O empresário morreu cerca de 20 dias depois, em um hospital de São Paulo.
Contrapontos
Napoleão disse que ficou surpreso quando tomou conhecimento de que a denúncia ofertada à justiça pelo Ministério Público Estadual, que é o titular da ação penal, feita com base na conclusão do inquérito policial, discordava deste mesmo inquérito produzido pela Polícia Civil, quando o promotor responsável pelo caso entendeu que houve dolo direto por parte do policial que atirou em Marcelo, ou seja, a intenção de matar, diferentemente da conclusão dos três delegados da Polícia Civil que investigaram o caso, indiciando o PM que disparou contra Marcelo por dolo eventual, ou seja, sem a intenção de matar, mas assumindo esse risco.
Laudo e Arma
O advogado Napoleão Lima Jr. afirma ainda que o laudo da perícia da reprodução simulada da abordagem policial feita à Marcelo Leite, realizada no dia 16 de janeiro em Arapiraca, não é capaz de afirmar ou concluir que uma arma tenha sido plantada no veículo do empresário por parte dos policiais militares que participaram da ocorrência, conforme consta também na denúncia de fraude processual contra os três PM´s feita pelo próprio Ministério Público. Para o advogado, o laudo da reprodução simulada confirma que a versão dos policiais é verdadeira.
Legítima Defesa
Napoleão Lima Jr. disse ainda que os três policiais envolvidos no caso agiram em legítima defesa, já que Marcelo Leite teria arremessado o carro na direção da guarnição policial, fato que, segundo o advogado, pode ser comprovado através das câmeras de segurança instaladas no local da ocorrência. Ele afirmou ainda que tal atitude por parte de Marcelo, mesmo ele estando ou não armado, seria passível de uma reação por parte dos policiais, já que o empresário desobedeceu uma ordem de parada da guarnição e passou com o carro pelas viaturas.
"Ali já teria uma situação clara para os policiais efetuarem o disparo porque existia um perigo iminente quando ele arremessou o carro contra a guarnição, legitimando a defesa dos policiais", disse Napoleão.
O advogado afirmou ainda que o disparo foi efetuado na altura da placa do carro de Marcelo e que houve um desvio do projétil, que acabou ricocheteando, ou seja, a bala rebateu na estrutura interna do carro e acabou atingido as costas de Marcelo, que foi abordado de frente e não atendeu a ordem de parada.
Assista a entrevista completa no vídeo abaixo:
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