Não é menopausa! Saiba o que mais prejudica a vida sexual da mulher
Pesquisa revela que há fatores mais prejudiciais para a vida sexual da mulher que a própria menopausa; descubra o pior deles
Já é sabido que a menopausa traz consequências diversas para o bem-estar da mulher. Além de marcar o fim da fase reprodutiva, o período também reduz significativamente a produção de estrogênio.
“Além das ondas de calor, pode ocorrer ressecamento vaginal; alteração de composição corporal com aumento de gordura visceral; alteração de sono; e mudança de humor, que pode deixar a mulher mais irritada, mais deprimida e até mesmo mais ansiosa”, explica o endocrinologista Guilherme Borges.
“Também observamos uma redução de libido muitas vezes presente nessas mulheres em maior ou menor grau”, pontua.
De fato, a menopausa afeta (e muito) a vida sexual da mulher, mas ela não é a principal razão para que elas se sintam menos interessadas em manter relações sexuais. De acordo com pesquisa publicada no último mês pelo The Journal, há um outro fator prejudicial para a libido delas: o estresse.
Menopausa x Estresse
“A maioria dos problemas tem como causa aspectos psicológicos e socioculturais ligados ao desinteresse pelo sexo. Mas também há muitos aspectos da vida social que podem reduzir a libido”, afirma a ginecologista e obstetra Eveline Catão, associada da Associação Mulher, Ciência e Reprodução Humana do Brasil (AMCR).
Conforme revela o estudo, que ouviu 2.000 mulheres, os pesquisadores concluíram que o estresse gerado pela dificuldade de conciliar vida familiar, profissional e social, além da preocupação com questões financeiras, são mais prejudiciais para sua vida sexual que a própria menopausa.
A conciliação de tarefas junto à rotina do dia a dia são grandes motivadores do aumento desse estresse, o que afeta sua energia e disposição para transar. De acordo com Catão, essa é uma resposta biológica do nosso corpo.
O estresse e exaustão podem aumentar a produção do cortisol no corpo. Isso, por sua vez, pode suprimir os hormônios sexuais e, consequentemente, reduzindo a libido menor. “Essa resposta também desencadeia a liberação de epinefrina, que em níveis elevados podem causar diminuição do desejo sexual”, revela a médica.
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