Estudantes colaboram no desenvolvimento de aplicativo para corrigir postura corporal
O projeto foi vencedor do Circuito Alagoano de Startups, em Delmiro Gouveia
Quando Mariana Araújo e as amigas Andrielly Varjão e Beatriz Daflon ouviram na sala de aula sobre um evento que iria premiar ideias empreendedoras, nem tinham ideia realmente do que seria o circuito alagoano de startups, mas foram estimuladas pela professora Francine Mendonça e resolveram participar.
Embarcaram no transporte disponibilizado para o Campus Arapiraca da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), direto para o TechSertão, em Delmiro Gouveia, que foi realizado no final de abril.
As startups são conhecidas pela capacidade de inovar rapidamente e adaptar-se às mudanças do mercado. Para os universitários, é uma oportunidade de despertar uma mentalidade empreendedora e aprender habilidades práticas. De início, as estudantes do 4º período de Medicina já se surpreenderam com a dinâmica do evento. “Disseram que a gente ia virar a noite entre palestras, reuniões e o desenvolvimento do projeto. Não tínhamos muita expectativa, mas resolvemos embarcar na proposta”, contou Mariana.
Elas acabaram se juntando a dois outros estudantes que também não estavam com a equipe completa, Felipe Marlon e Hildson Moreira. Os times tinham como tarefa desenvolver modelos de negócios inovadores nas temáticas de educação e saúde, criando soluções criativas e inovadoras para desafios complexos. “Nossos novos colegas de equipe apresentaram a ideia deles e, como já era um projeto mais aprofundado, que eles tinham pesquisado na iniciação científica, resolvemos desenvolvê-lo”, narrou Mariana.
O objetivo era criar um aplicativo que reconhece a postura do usuário pela câmera do celular e emite um estímulo sonoro para avisar quando é preciso corrigi-la. “Pensamos em direcionar às empresas, porque os dados do INSS (2021) apontam que cerca de 100 mil trabalhadores são afastados por ano por conta de dores lombares. Muitos grupos têm problemas de postura, como os gamers, mas as empresas sofrem queda de produtividade por conta dos afastamentos dos trabalhadores. Resolvemos então direcionar para esse segmento”, explicou Mariana.
As startups são conhecidas por sua cultura ágil e colaborativa. As equipes de startups frequentemente trabalham em projetos de forma interdisciplinar, compartilhando ideias e trabalhando em conjunto para encontrar soluções. Essa abordagem pode ser muito benéfica para estudantes universitários, especialmente para aqueles que estão procurando expandir sua rede de contatos. Além de desenvolver o aplicativo, a equipe teve que planejar uma forma atrativa de apresentá-lo para o público.
As estudantes aprenderam habilidades de comunicação, liderança sobre como direcionar as proposta para um alvo específico. “Quanto mais definido o público que queremos alcançar, mais fácil direcionar a apresentação do projeto. Nosso aplicativo foi batizado de IAmLine - Saúde e Negócios Alinhados. Desenvolvemos a identidade visual e produzimos um vídeo para apresentá-lo. Foi divertido participar dessa imersão. E mais ainda porque saímos de lá com uma premiação inesperada”, celebraram as estudantes.
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