Seis vítimas de queimaduras no São João são atendidas no Hospital de Emergência do Agreste
Rede Estadual de Saúde registrou um total de sete atendimentos a vítimas de queimaduras no fim de semana
Seis pessoas vítimas de queimaduras foram atendidas no Hospital de Emergência do Agreste (HEA), durante o final de semana marcado pelos festejos de São João. A unidade atendeu um total de 307 pacientes entre a noite de sexta (23) e o domingo (25).
Desse total, 45 atendimentos foram a vitimas de acidentes com motocicletas e outros 31 a vítimas de ocorrências no trânsito envolvendo outros tipos de veículo.
Foram atendidas também 12 pessoas que sofreram picada de escorpião, três vítimas de mordida de cachorro, 18 pessoas com corpos estranhos no ouvido, olho, narina ou garganta. Sete vítimas de agressão também receberam atendimento, quatro delas sofreram golpes por arma branca e as demais, por agressão física.
Gasolina na fogueira
Apesar do número de atendimentos a queimados ter sido maior no Hospital do Agreste, o caso mais grave aconteceu em um sítio na região Metropolitana de Maceió e foi atendido no Hospital Geral do Estado.
Aleff José Evaristo da Silva, de 29 anos, deu entrada no HGE no domingo (25), mas sofreu queimaduras nos braços e no rosto ao tentar atiçar uma fogueira usando gasolina.
No hospital, ele contou que achava que não havia fogo na lenha e quando lançou o combustível, houve uma explosão. Apesar de ter sofrido as queimaduras, ele achou que os ferimentos eram superficiais e não buscou atendimento médico de imediato.
“No momento do acidente eu estava sozinho. Corri para o banheiro e fiquei debaixo d’água. Depois de alguns minutos, eu mesmo me enxuguei e passei pasta d’água onde sentia a pele irritada. Fiquei em casa até não aguentar mais. Ontem pedi aos meus familiares para me levar à UPA [Unidade de Pronto Atendimento] da Cidade Universitária, que me encaminhou ao HGE”, relatou Aleff, que sofreu queimaduras de segundo grau.
Risco
A atitude de Aleff foi perigosa, uma vez que as suas lesões não foram inicialmente tratadas adequadamente e podem ser portas de entrada para agentes causadores de infecções. O cirurgião-plástico Fernando Gomes orienta que, após a imersão em água fria, é importante, logo após, a procura por atendimento especializado em casos mais graves, sem a utilização de remédios caseiros, tampouco a automedicação.
“O uso de manteiga, pasta de dente, pó de café, entre outros, podem agravar o risco da infecções. Por isso é importante utilizar água potável de início para que a queimadura não continue a atingir camadas mais profundas da pele e logo em seguida procurar o atendimento médico especializado, que pode ser por meio das unidades de urgência e emergência, ou com a ajuda do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência)”, orientou o médico.
O HGE é referência no atendimento a feridos por queimaduras de Média e Alta Complexidade. Ele possui o Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), composto por 16 leitos, sendo cinco infantis, quatro destinados a mulheres, seis a homens e um para precaução de contato. Ainda contém uma sala de balneoterapia, uma de curativo, uma para procedimentos cirúrgicos, um posto de enfermagem, uma farmácia satélite e um ambulatório.
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