Preso no Paraná é acusado de tentativa de homicídio em Alagoas há 18 anos
Juiz da Comarca de Limoeiro de Anadia ressalta o uso da tecnologia para a prisão do réu no Paraná
Foi preso no Paraná, pelo Polícia Civil, homem acusado de tentativa de homicídio em Alagoas há 18 anos. A prisão de Manoel Rodrigues da Silva aconteceu na terça-feira (8) no município de Piraquara (PR), mas o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) divulgou o caso nesta segunda-feira (14).
Ele está foragido desde 2005, quando tentou matar um homem no Povoado Genipapo, no município de Limoeiro de Anadia, no Agreste de Alagoas. A vítima, Aldo José da Silva, andava próximo à borracharia onde Manoel Rodrigues trabalhava e foi surpreendida por um disparo de arma de fogo, que o atingiu nas costas.
Aldo José da Silva olhou para trás e constatou que Manoel Rodrigues estava de posse de uma espingarda. Em depoimento, Aldo José afirmou que a arma de fogo foi jogada no chão e o agressor correu em direção a ele com uma faca.
Mesmo ferido com o tiro da espingarda, Aldo José não foi alcançado por Manoel Rodrigues, que fugiu com destino desconhecido. Na época do crime, a vítima disse a polícia que deduziu a motivação do crime ser um incidente ocorrido 15 dias antes da tentativa de homicídio.
Ele teria evitado que Manoel Rodrigues agredisse uma pessoa. Em depoimento, a então companheira do réu também relatou o episódio, mencionando que, durante o desentendimento, Aldo José teria empurrado Manoel Rodrigues.
Prisão com tecnologia
O juiz Felipe Pacheco Cavalcanti, magistrado responsável pela Comarca de Limoeiro de Anadia, destacou o papel da tecnologia para tornar possível a prisão do réu e explicou que o procedimento envolveu os sistemas informatizados SIEL, PREVJUD, CRCJUD, INFOSEG e SISBAJUD.
O mandado de prisão foi expedido no sistema do Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP). E a Delegacia de Capturas da Polícia Civil do Paraná recebeu por e-mail o ofício acompanhado do mandado.
“O uso da tecnologia foi indispensável para assegurar a captura do réu. O inquérito foi digitado em máquina de escrever, em 2005, e o mandado de prisão foi expedido e remetido para o Paraná sem utilização de papel, em 2023”, ressaltou Felipe Pacheco.
A prisão preventiva foi decretada originalmente em 2 de dezembro de 2005. O homem está agora na Cadeia Pública de Curitiba.
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