Andressa Urach: períodos de restrição podem levar a exageros no sexo?
Terapeuta sexual explica como se restringir de sexo por longos períodos pode fazer com que as pessoas exagerem ao retomar a sexualidade
Desde que se divorciou e abandonou a igreja, Andressa Urach tem dado o que falar com sua produção de conteúdos adultos. Dia após dia, a influencer gera mais notícias que envolvem sexo e fetiches. Parte do público acredita que o atual “exagero” de Andressa é uma consequência do período de restrição sexual pelo qual ela passou.
De acordo com a terapeuta sexual Tamara Zanotelli, apesar de não ser possível analisar o caso específico de Urach, o fato é que, de forma geral, reprimir algo que se gosta muito durante um longo período de tempo pode, sim, gerar uma volta exagerada a esse hábito.
“O sexo é como um vício. Quando seu cérebro gosta de algo, ele memoriza aquilo. Se pessoas muito sexuais, por algum motivo, mudam seus hábitos sexuais, o cérebro ‘esquece’ aquela sensação, mas a guarda no córtex frontal. Ao despertar essa sensação adormecida, pode acontecer de vir de uma vez todo aquele desejo reprimido”, explica.
Contudo, a sexóloga ressalta que é de suma importância saber diferenciar um eventual exagero de uma compulsão sexual. O primeiro passo para identificar uma compulsão é observar se os hábitos sexuais da pessoa estão gerando sofrimento e prejuízo a outras áreas de sua vida.
“Para se enquadrar em um comportamento compulsivo, precisa afastar a pessoa da vida social, interferir na relação com outras pessoas, no trabalho, trazer prejuízos ou sofrimento. Aqui, não é analisada a quantidade de vezes que a pessoa transa ou se masturba”, pontua.
Em casos nos quais se observa a compulsão, o tratamento é feito com acompanhamento de um terapeuta sexual. “Na terapia, buscamos entender o motivo daquela necessidade do excesso e depois alinhamos técnicas e modificações nos hábitos do paciente para que se estabeleça uma relação saudável com o sexo”, elucida.
Por fim, Tamara enfatiza que a sexualidade e a energia sexual são importantíssimas para todas as áreas da vida e para o bem-estar de forma geral, não sendo indicado em absoluto a restrição sexual forçada. “Ouso dizer que não ter uma boa sexualidade é um dos piores problemas que o ser humano pode enfrentar. Se eu não cumpro com minha libido, não tenho prazer em viver”, finaliza.
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