Alagoas começa a receber vacinas contra a dengue, mas II Macrorregião fica de fora da campanha
Ainda de acordo com o MS, o Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante pelo Sistema Único de Saúde (SUS)
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) informou que o Governo Federal vai começar a entregar doses da Qdenga, vacina contra a dengue, no estado de Alagoas, entretanto, apenas algumas cidades da I Macrorregião de Saúde, serão contempladas. São elas: Flexeiras, Messias, Barra de Santo Antônio, Paripueira, Rio Largo, Maceió, Satuba, Santa Luzia do Norte, Coqueiro Seco, Marechal Deodoro, Barra de São Miguel e Pilar.
As cidades da II Macrorregião, que tem Arapiraca como referência, ficaram de fora da campanha de imunização, apesar do aumento no número de casos da doença.
É importante destacar que a vacinação contra a dengue está disponível pelo Serviço Único de Saúde para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos de idade, público que, segundo as estatísticas, tem mais chances de hospitalização.
A escolha das cidades para a aplicação da vacina contra a dengue segue alguns parâmetros do Ministério da Saúde.
Antes mesmo de receber a vacina, a Sesau trabalhou em uma série de ações nos municípios alagoanos para a prevenção contra a dengue. O objetivo foi evitar que Alagoas venha a registrar uma epidemia de dengue, como já ocorre em diversos estados brasileiros, segundo ressaltou o secretário de Estado da Saúde, Gustavo Pontes de Miranda.
“Durante a iniciativa, que está percorrendo diversas cidades de Alagoas, foram distribuídos materiais informativos e foram esclarecidas dúvidas das pessoas sobre como evitar o surgimento de focos do mosquito. Agora com uma vacina temos mais uma arma contra o mosquito. O conhecimento é sempre a maior arma contra a dengue. Com a ajuda da população iremos vencer esse desafio e nocautear a dengue em Alagoas”, disse o gestor da saúde estadual, conclamando os alagoanos a se vacinarem contra a dengue.
De acordo com o Ministério da Saúde, a dengue faz parte de um grupo de doenças denominadas arboviroses. No Brasil, o vetor da dengue é a fêmea do mosquito Aedes aegypti. Todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à doença, porém as pessoas com idade mais avançada e aquelas que possuem doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, têm maior risco de evoluir para casos graves e outras complicações que podem levar à morte.
Ainda de acordo com o MS, o Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
PREVENÇÃO
A única forma de se proteger da dengue, zica e chikungunya é minimizando as chances de proliferação do mosquito aedes aegypti, transmissor dessas doenças.
O Portal 7Segundo reforça seu compromisso com a saúde pública e, em acordo com o que determina o Ministério da Saúde, orienta a mobilização contra o mosquito. A participação social é fundamental para vencer a luta contra o aedes aegypti.
Confira as principais dicas:
>>> Certificar que caixa d’água e outros reservatórios de água estejam devidamente tampados;
>>> Retirar folhas ou outro tipo de sujeira que pode gerar acúmulo de água nas calhas;
>>> Guardar pneus em locais cobertos;
>>> Guardar garrafas com a boca virada para baixo;
>>> Realizar limpeza periódica em ralos, canaletas e outros tipos de escoamentos de água;
>>> Limpar e retirar acúmulo de água de bandejas de ar-condicionado e de geladeiras;
>>> Lavar as bordas dos recipientes que acumulam água com sabão e escova/bucha;
>>> jogar as larvas na terra ou no chão seco;
>>> Para grandes depósitos de água e outros reservatórios de água para consumo humano é necessária a presença de agente de saúde para aplicação do larvicida;
>>> Utilizar areia nos pratos de vasos de plantas ou realizar limpeza semanal;
>>> Retirar água e fazer limpeza periódica em plantas e árvores que podem acumular água, como bambu e bromélias;
>>> Guardar baldes com a boca virada para baixo;
>>> Esticar lonas usadas para cobrir objetos, como pneus e entulhos;
>>> Manter limpas as piscinas;
>>> Guardar ou jogar no lixo os objetos que pode acumular água: tampas de garrafa, folhas secas, brinquedos;
>>> Em recipientes com larvas onde não é possível eliminar ou dar a destinação adequada, colocar produtos de limpeza (sabão em pó, detergente, desinfetante e cloro de piscina) e inspecionar semanalmente o recipiente, desde que a água não seja destinada a consumo humano ou animal. Importante solicitar a presença de agente de saúde para realizar o tratamento com larvicida.
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