Comando da PM/AL determina detenção de tenente-coronel que agrediu advogada em Lagoa da Canoa
O caso tem repercutido significativamente no Agreste alagoano
O comandante da Polícia Militar de Alagoas, coronel Paulo Amorim, determinou a detenção do tenente-coronel Ozelito Martins da Rocha, que se encontra na reserva, após ser acusado de agredir verbal e fisicamente a advogada Alice Rikelly da Silva Teles, em Lagoa da Canoa, Agreste alagoano. O incidente ocorreu em meio a um acirramento político envolvendo a campanha do candidato a prefeito Jairzinho Lira, gerando grande repercussão no estado.
Segundo a nota divulgada pela assessoria de comunicação da Polícia Militar, o Comandante Geral da corporação, coronel Paulo Amorim, determinou que Ozelito Martins da Rocha fosse conduzido à Corregedoria da Polícia Militar, em Maceió, onde permanecerá detido para ser interrogado.
Além da detenção do tenente-coronel, a guarnição que participou da ocorrência em Lagoa da Canoa foi encaminhada ao 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM), em Arapiraca, onde também permanece detida. Os policiais envolvidos serão ouvidos como parte das medidas administrativas necessárias ao caso, conforme as normas vigentes da corporação.
A Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP-AL) antecipou a execução do Plano de Segurança para as eleições, aprovado pela Justiça Eleitoral, em razão da tensão política no município. O plano prevê o deslocamento de tropas para municípios do interior, com a presença de um oficial em cada sessão eleitoral, além de delegados da Polícia Civil em todas as regiões para atender ocorrências.
O governador Paulo Dantas ordenou que todos os esforços sejam feitos para garantir a segurança no pleito, buscando repetir a tranquilidade das eleições de 2022. O objetivo é assegurar que os eleitores alagoanos possam exercer o voto livremente, sem violência ou intimidações.
O ataque contra a advogada Alice Rikelly, que atuava em nome da coligação adversária à de Jairzinho Lira, intensificou as preocupações de segurança em Lagoa da Canoa, que foi uma das cidades autorizadas a receber tropas federais durante as eleições, devido ao clima de instabilidade política.
Confira o momento da agressão:
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