Bactéria que fez idosos perderem olho é intestinal, mas comum em hospitais
Entre os sintomas estão dores, inchaço, vermelhidão e presença de secreção na cavidade ocular
Ao menos oito idosos perderam o olho após serem infectados por uma bactéria do intestino durante um mutirão de cirurgia de catarata, realizado entre os dias 28 e 29 de setembro, em Parelhas (RN). Ao todo, quinze pacientes tiveram problemas oculares causados pela Enterobacter cloacae.
O que é a bactéria?
Enterobacter cloacae é uma bactéria comum no intestino humano. Ela faz parte da flora intestinal, sendo assim, não é nociva para o órgão. No entanto, pode causar problemas em outras regiões do corpo.
Causam infecções hospitalares
Não é muito comum que existam outros tipos de infecções no cotidiano causadas pelas enterobactérias, além das urinárias. No entanto, nos hospitais, a bactéria está muito presente e pode infectar pacientes. A transmissão pode ser por uma superfície ou equipamento contaminado.
“Isso acontece no hospital porque muitas pessoas recebem antibióticos — o que pode torná-las resistentes — e estão com dispositivos muitas vezes invasivos que alteram as barreiras naturais do corpo. Quando uma pessoa faz uma cirurgia que cortou a barriga, por exemplo, está mais vulnerável. São coisas que normalmente não ocorreriam no dia a dia”, disse João Prats, infectologista da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo.
Sintomas e tratamento
Entre os sintomas estão dores, inchaço, vermelhidão e presença de secreção na cavidade ocular. O tratamento é feito por antibióticos ou até intervenção cirúrgica.
Em casos mais extremos, é recomendada a remoção do globo ocular. Nessa situação, a inflamação já se tornou fora de controle e o paciente enfrenta muita dor, sem conseguir remediar a situação com antibióticos. A recomendação é sempre procurar um médico o mais rápido possível.
“É necessário tratar o mais rápido possível ou com injeção dentro do olho de antibióticos, ou às vezes até através de cirurgia, de vitrectomia, que é o nome que se faz para remover o vitro, um gel presente no olho”, contou Oswaldo F. Moura Brasil, presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia.
Infecções como a do Rio Grande do Norte são situações muito raras. A cirurgia de catarata é considerada muito segura. No entanto, quadros assim são bastante graves, segundo explica Brasil.
“É importante lembrar que não devemos banalizar o procedimento de cirurgia de catarata. É uma cirurgia muito segura e proporciona o restabelecimento de visão para os pacientes. No entanto, ela envolve todos os cuidados necessários a uma cirurgia e, como qualquer outra, também está sujeita a ter complicações, inclusive raras e muito graves como essa de endoftalmite bacteriana”, declarou Oswaldo F. Moura Brasil, presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia.
“A prevenção é por meio da higiene. Cuidados de controle hospitalar, como esterilização de materiais, manuseio correto de dispositivos, além da manipulação de antibióticos preventivos antes de cirurgias podem ser algumas das medidas que ajudam a evitar a infecção”, explicou Prats.
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