Bons níveis dos reservatórios da bacia do São Francisco para 2025 devem garantir múltiplos usos
Este ano, de acordo com a Chesf, as condições de armazenamento devem garantir um volume seguro na bacia
Atingindo suas melhores marcas de armazenamento em 2022, quando as hidrelétricas da bacia do São Francisco atingiram as cotas máximas de armazenamento, desde 2020 há mais tranquilidade para as populações ribeirinhas quanto à quantidade de água nos reservatórios. Este ano, de acordo com a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Eletrobrás Chesf) as condições de armazenamento devem garantir um volume seguro para os múltiplos usos na bacia.
Durante reunião de acompanhamento das condições de operação do sistema hídrico do Rio São Francisco, o diretor-presidente da Eletrobrás Chesf, João Henrique de Araujo Franklin Neto, falou sobre as informações do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), que dão conta de que o período úmido na bacia do São Francisco, que compreende os meses de novembro a abril, encontra-se, até o presente momento, com chuvas de intensidade normal a acima do normal.
A reunião aconteceu no último dia 14 e foi coordenada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).
Atual cenário e novas reuniões
Na ocasião, o diretor-presidente ainda citou que, segundo as previsões do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o reservatório da hidrelétrica de Sobradinho deve atingir, até o final de fevereiro, mais de 80% do volume útil.
“Foram observadas precipitações acima da média nos meses de outubro e novembro de 2024 e janeiro de 2025 e praticamente na média no mês de dezembro de 2024. Considerando a previsão de chuvas para a Bacia do São Francisco e a política operativa vigente, o ONS apresentou, durante a última reunião, a perspectiva de armazenamento para o Reservatório de Sobradinho para o final do mês de fevereiro de 2025, em torno de 82% de seu volume útil”.
Uma nova reunião virtual de acompanhamento está agendada para 04 de fevereiro. Na ocasião, o ONS apresentará as perspectivas de armazenamento para o final do período úmido. “Esse valor deve ser superado, levando em consideração a política operativa de reenchimento dos reservatórios”, acrescentou Franklin, lembrando que “a perspectiva de armazenamento, ora apresentada pelo ONS para o Reservatório de Sobradinho, é confortável no que diz respeito ao atendimento energético e aos usos múltiplos da água, haja vista o armazenamento máximo do reservatório nos últimos 10 anos ao final do período úmido”.
Retrospecto
A última vez que o reservatório de Sobradinho esteve em condições críticas de armazenamento foi em 2017, quando a bacia hidrográfica enfrentou uma das estiagens mais severas. Ao final do período úmido, de acordo com dados da Eletrobrás Chesf, o armazenamento neste ano chegou a apenas 16,2 do volume útil.
O diretor-presidente ainda reforçou que, “no caso da operação dos reservatórios da Bacia do Rio São Francisco, a Eletrobras Chesf observa as regras estabelecidas na Resolução ANA nº 2.081/2017, que dispõe sobre as condições para a operação do Sistema Hídrico do Rio São Francisco. Essas regras são ancoradas em rigores técnicos para assegurar a satisfação do interesse público, múltiplo e sustentável, das águas do Rio São Francisco”, concluiu.
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