Alunos de medicina da Santa Marcelina usam faixa com apologia ao estupro
Imagem gerou repercussão interna e foi alvo de notas de repúdio de entidades ligadas à faculdade e da própria instituição
A Faculdade Santa Marcelina abriu uma sindicância para apurar a exibição de uma faixa com mensagem de apologia à violência sexual e estupro durante o Intercalo, competição esportiva universitária realizada no último sábado (15) por calouros de medicina.
Membros da Atlética posaram para uma foto segurando uma faixa com a frase: "entra porra escorre sangue". O caso aconteceu antes de uma partida de handebol.
A foto, que circulou em grupos internos da faculdade, gerou indignação entre estudantes e corpo diretivo. Ela também contava com a presença de uma mulher, que supostamente faz parte da Atlética.
Ainda na noite de sábado, o presidente da Atlética divulgou um pedido de desculpas. Ele alegou que não havia lido o conteúdo da faixa antes de posar para a foto.
A Atlética publicou posteriormente uma nota oficial atribuindo a confecção da faixa aos calouros. Após repercussões internas, foi publicada uma segunda nota afirmando que o presidente e vice-presidentes da gestão 2025 foram afastados.
Fontes ouvidas pelo UOL afirmam que a Atlética foi responsável pela compra da faixa e pela inscrição da frase. Alunos relataram que a faixa foi feita após um treino de futsal na quinta-feira, 13, com participação direta dos atleticanos.
O Centro Acadêmico Adib Jatene e outras entidades estudantis classificaram o episódio como apologia ao estupro. A frase da faixa, segundo fontes, teria sido inspirada em uma letra de uma música da cantada por alguns dos alunos, que foi banida pela instituição em 2017.
A letra fazia apologia à violência sexual e continha expressões explícitas de desrespeito, com versos como "entra porra e sai sangue" e referências à violência sexual contra mulheres. Após denúncia dos coletivos da faculdade, a música foi banida da instituição.
Faculdade promete punição aos responsáveis
A Faculdade Santa Marcelina declarou que "se manifesta veementemente contrária ao ocorrido". A instituição afirmou que os responsáveis serão penalizados conforme a gravidade da infração.
As punições podem incluir advertências, suspensão e até expulsão. A faculdade também afirmou que acionou as autoridades competentes para investigarem o caso. O UOL entrou em contato com o Ministério Público. Em caso de retorno, o texto será atualizado.
A Associação Atlética Acadêmica Pedro Vital emitiu uma nota de retratação. Afirmou ainda que não compactua com o conteúdo exposto e que medidas cabíveis estão sendo tomadas.
Em uma nova nota, feita na noite da segunda-feira, a Atlética anunciou o afastamento dos atuais presidente e vice-presidente da gestão 2025, além de informar que todos os membros da fotografia enfrentarão as devidas consequências disciplinares.
O Coletivo Feminista Francisca, da faculdade, também se manifestou, no sábado, cobrando um posicionamento mais firme da Atlética. "Os machistas, os misóginos e os patriarcais não passarão enquanto nós estivermos aqui, unidas e prontas para lutar contra qualquer ato que fira a nossa dignidade humana".
Últimas notícias
Bolsonaro volta à prisão na PF após receber alta hospitalar
Primeira-dama e prefeito JHC divulgam programação do Verão Massayó 2026
Turistas e ambulantes bloqueiam trânsito na orla da Ponta Verde e DMTT pede apoio da polícia
Jangada com fogos vira no mar e provoca pânico durante Réveillon em Maragogi
Primeiro bebê de 2026 em Alagoas nasce no Hospital da Mulher, em Maceió
Gusttavo Lima faz pocket show surpresa em resort na Barra de São Miguel e encanta hóspedes
Vídeos e noticias mais lidas
Policial Militar é preso após invadir motel e executar enfermeiro em Arapiraca
Alagoas registrou aumento no número de homicídios, aponta Governo Federal
Saiba o que a esposa do PM suspeito de matar enfermeiro disse em depoimento à polícia
Estado de Alagoas deve pagar R$ 8,6 milhões a motoristas de transporte escolar
