[Vídeo] Mãe pede doação de cama hospitalar enquanto luta na justiça por atendimento home care para o filho
Marcelo Vitor tem 16 anos e sofreu uma paralisia cerebral quando criança
Familiares do jovem Marcelo Vitor dos Santos Silva, 16 anos de idade, morador do Residencial Vale do Perucaba, no bairro Olho D´água dos Cazuzinhas, em Arapiraca, estão precisando de ajuda para poderem dar suporte e oferecer um melhor conforto ao rapaz, que é acamado.
Dona Claudinete dos Santos, mãe do Vitor, contou que o filho teve paralisia cerebral quando era criança e passou também a sofrer com crises epilépticas desde pequeno, necessitando do uso de medicamentos para evitar as crises.
Em maio deste ano, Vitor desenvolveu um quadro de pneumonia e precisou ser internado por quase dois meses, necessitando, inclusive, fazer uma traqueostomia.
Recentemente, a família divulgou nas redes sociais um apelo para conseguir a doação de um respirador para Vitor. A mãe do rapaz informou que uma pessoa se comprometeu em doar o equipamento, o que já deu um alívio para a família, mas as necessidades de Vitor vão além do respirador.
Dona Claudinete recebeu a equipe do 7Segundos em sua casa e contou que o filho precisa urgentemente de várias outras coisas, a mais urgente de todas é uma cama hospitalar.
É que a mãe de Vitor relatou à reportagem que recorreu à justiça através da Defensoria Pública Estadual (DPE/AL) para que o filho possa receber o suporte de home care em casa através da rede pública de saúde (Estado ou Município) já que a família não dispõe de condições financeiras para pagar um plano de saúde e muito menos, custear despesas com hospital particular.
Claudinete disse ainda que Vitor recebe mensalmente um salário mínimo de BPC (Benefício de Prestação Continuada), mas o valor não cobre as despesas com a compra de parte do material de higiene e uso pessoal que Vitor necessita diariamente, como fraldas e a alimentação, que deve ser balanceada, além de pomadas para a proteção da pele.
A mãe de Vitor contou ainda que o filho recebe de graça, via justiça, algumas latas de um composto lácteo importante para a sua nutrição, mas ele precisa de outros alimentos para complementar a sua dieta, que custam caro.

Parte dos compostos que afzem parte da alimentação diária de Vitor.Foto: Giovanni Luiz-7Segundos
Outro equipamento que a família precisa com urgência é uma cadeira com aparador para que jovem possa fazer as suas necessidades com maior conforto.

Cadeira com aparador que Vitor precisa atualmente. Foto: reprodução/família
Apesar das dificuldades e limitações impostas por sua condição de saúde, Vitor está matriculado na Escola de Ensino Fundamental Crispiniano Ferreira de Brito, no bairro Cacimbas, e faz a 6ª série, mas desde quando ele se internou devido ao problema respiratório, em maio, ele não foi mais às aulas.
Diante das dificuldades e enquanto a justiça não toma uma decisão final sobre o acompanhamento de home care, a mãe de Vitor faz um apelo para quem puder ajudar doando ou emprestando alguns dos equipamento que Vitor precisa, que entre em contato com ela através do número (82) 9 9922-4359, ou faça alguma doação em dinheiro de qualquer valor através da chave pix 82996413354 em nome de Claudinete dos Santos, mãe do Vitor.
Saiba mais detalhes assistindo a reportagem em vídeo através do link abaixo:
O outro lado
A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL), por meio de sua unidade em Arapiraca, informou, por meio de nota, que acompanha de perto o caso do jovem M.V.S. e já ajuizou ação judicial para garantir o tratamento domiciliar (home care) e a alimentação adequada, essenciais para sua sobrevivência e qualidade de vida.
O processo aguarda decisão liminar da Justiça, e a Defensoria já solicitou prioridade no julgamento, diante da gravidade do caso. A defensora pública Bruna Cavalcante, responsável pelo acompanhamento do processo, também dialogou diretamente com o juiz para reforçar a urgência da demanda, destacando a necessidade imediata de cuidados especializados.
"É importante destacar que, na última semana, o Estado de Alagoas, por meio da Câmara Técnica, informou nos autos que não possui condições de fornecer o tratamento por via administrativa. Diante disso, a via judicial tornou-se o único caminho possível neste momento", informou.
"A Defensoria Pública segue empenhada na busca pela efetivação do direito à saúde do jovem, que enfrenta uma situação delicada e não pode esperar. Nosso compromisso é com a dignidade, a proteção e o cuidado com quem mais precisa", finalizou.
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