Sob Fabiano, Correios deram prejuízo de R$ 7,5 bilhões
Presidente da estatal entregou carta em que pede a saída do cargo; seu mandato terminou no início de agosto
Desde que o advogado Fabiano Silva dos Santos, 49 anos, chegou à presidência dos Correios, a estatal amarga o pior momento financeiro de sua história.
Com o discurso de ampliação de investimentos, a gestão atual aprofundou uma sequência de maus resultados. De janeiro de 2023 a julho de 2025, o prejuízo acumulado é de R$ 7,5 bilhões.
Como comparação, é quase 20% a mais que todos os R$ 6,3 bilhões em desvios apurados na operação Sem Desconto, sobre descontos ilegais no pagamento de aposentados. O suposto roubo está sendo investigado pela CPMI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do INSS.
Ainda no campo da comparação, a cifra equivale a mais que 3 vezes o orçamento do Ministério do Esporte em 2024 (R$ 2,26 bilhões), é maior que o valor reservado em 2025 para a Farmácia Popular (R$ 4,2 bilhões) e supera, sozinho, o montante que será pago pelo governo federal em um ano com auxílio gás (R$ 3,5 bilhões).
Essa é a pior sequência de prejuízos da história de 362 anos dos Correios. Antes, o pior prejuízo tinha sido no ano de 2015, quando Dilma Rousseff (PT) era presidente. O rombo foi de R$ 2,1 bilhões.
No governo de Jair Bolsonaro (PL), a estatal deu lucro em 3 dos 4 anos. No último, uma manobra feita a posteriori por Fabiano resultou em prejuízo à estatal. Não fosse isso, no governo anterior os Correios teriam tido lucro em todos os anos.

PEDIDO DE DEMISSÃO
Em julho, Fabiano entregou uma carta pedindo demissão da presidência da estatal.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não estava em Brasília.
Seu mandato terminou no dia 6 de agosto de 2025. O União Brasil, ao mesmo tempo que discute a saída do governo, era a principal sigla interessada na sucessão.
O senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado, quer o comando dos Correios. Ele foi o responsável pela indicação do atual ministro das Comunicações, Frederico Siqueira Filho.
Agora, o partido pode sair do governo. Mas Alcolumbre responde por si e continua sendo um núcleo de influência independentemente do que seu partido decida.
MINI CPI
A Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor do Senado aprovou na 4ª feira (3.set.2025) o requerimento para apurar possíveis irregularidades na administração dos Correios.
O relator do requerimento, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que a investigação do Senado é importante por causa de “gravíssimas denúncias apontadas numa instituição de tamanha relevância como os Correios”.
“São gravíssimas as denúncias apontadas. A investigação irá colaborar com um relatório fidedigno com as suspeitas que recaem sobre os desvios bilionários e aos crimes cometidos contra as diversas pessoas dentro dos próprios Correios”, disse o senador, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Já Rogério Carvalho (PT-SE), senador da base aliada do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse que a aprovação foi uma “manobra clara para atropelar o processo de apuração para que não haja debate”.
Carvalho chegou pouco depois do início da sessão, marcada para as 11h. O item em questão era o 1º da pauta da reunião e foi aprovado sem questionamento dos congressistas presentes.
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