“O Brasil é o melhor país para quem anda errado”, diz Cabo Bebeto sobre ação do MST
Deputado critica custos e gestão da operação de retirada do MST em Arapiraca
Na sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Alagoas desta terça-feira, 18, o deputado estadual Cabo Bebeto (PL) fez um pronunciamento a respeito da desapropriação das terras invadidas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no município de Arapiraca, ocorrida na semana passada. O parlamentar classificou como uma “inversão de valores” na condução do processo.
Cabo Bebeto iniciou sua fala afirmando que “o Brasil é o melhor país do mundo para quem anda errado”. Segundo ele, o proprietário rural afetado sofreu sucessivos prejuízos durante os 197 dias de ocupação da fazenda. “Deixou de produzir, o funcionário dele foi ameaçado, teve prejuízo com a colheita, deixou de plantar e ainda gastou com advogado”, destacou.
O deputado criticou ainda o fato de que, no momento da retirada dos ocupantes, coube ao próprio fazendeiro arcar com despesas adicionais e teve que gastar quase R$ 30 mil. Além disso, tem que disponibilizar caminhão, baú, rede de escavadeira, caçamba, ônibus, van, chaveiro, banheiro químico, equipe de saúde. Ou seja: tem que gastar para que eles saiam. “Todo mundo foi para lá no seu carro, no seu transporte; para sair, a pessoa tem que levar aonde eles quiserem”, criticou. “Se isso não for inversão de valores, meus amigos, eu não sei o que é”.
Segundo Cabo Bebeto, o próprio Estado gastou quase R$ 90 mil, afirmou, lembrando que existe legislação prevendo multa de R$ 100 mil para invasões dessa natureza. Para ele, há omissão por parte do governo na aplicação da norma. “A Secretaria de Agricultura está deitada em berço esplêndido. Não sei que conivência é essa, que parceria é essa com sem-terra, no lugar de defender o agricultor que está na sua terra, pagando seus impostos, trabalhando e gerando empregos”, declarou.
O parlamentar informou ainda que já solicitou à sua assessoria a avaliação de medidas jurídicas cabíveis para responsabilizar a pasta. “Se não houver uma consequência jurídica, política vai ter, porque eu vou começar a criar problema aqui na Casa, para ver se lembram que a gente é deputado, a gente faz lei, e ela tem que ser cumprida aqui em Alagoas”.
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