MPF entra com ação para proibir tráfego de veículos na faixa de areia do Pontal do Peba
Município continua desrespeitando normas ambientais e coloca em risco frequentadores da praia em área protegida
O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação civil pública, com pedido urgente, contra o município de Piaçabuçu em razão da permissão irregular de circulação e estacionamento de veículos na faixa de areia da praia do Pontal do Peba, localizada no interior da Área de Proteção Ambiental (APA) de Piaçabuçu. A prática viola normas ambientais e de segurança, além de expor a população a graves riscos.
De acordo com o procurador da República Érico Gomes, o tráfego de veículos ocorre em desacordo com o Plano de Manejo da Unidade de Conservação e com a Resolução nº 31/2016 do Conselho Estadual de Proteção Ambiental de Alagoas (Cepram), que proíbe a circulação de veículos motorizados em toda a Zona Costeira do estado, salvo exceções restritas. O MPF sustenta que a conduta do município compromete a proteção ambiental da APA e ameaça a integridade física de moradores, turistas e banhistas.
Na ação, o MPF demonstra para a Justiça a necessidade de adoção de medidas capazes de cessar os danos ambientais, reduzir os riscos à população e assegurar a reparação dos danos morais coletivos decorrentes da omissão do poder público municipal.
Medidas imediatas – Em caráter imediato, o MPF requer a suspensão dos efeitos do Decreto Municipal nº 08/2025, por considerá-lo contrário à Resolução Cepram nº 31/2016. Também pede que o município seja obrigado a cumprir integralmente as normas ambientais aplicáveis à área.
Entre as providências solicitadas estão o cadastramento dos proprietários e possuidores de imóveis residenciais e comerciais que não possuam outra via de acesso, com controle por meio de credencial e limitações específicas; a definição de áreas alternativas para circulação e estacionamento de veículos pelos frequentadores em geral, fora da faixa de areia; e a proibição da circulação e do estacionamento de veículos automotores na praia, excetuadas situações consideradas essenciais, como a prestação de serviços públicos.
Para assegurar o cumprimento das determinações judiciais, o MPF pede a fixação de multa pessoal não inferior a R$ 25 mil por descumprimento, sem prejuízo de outras sanções legais.
Danos morais coletivos
O MPF requer também que, ao final da ação, a Justiça declare a nulidade definitiva do Decreto Municipal nº 08/2025 e condene o município de Piaçabuçu a cumprir, de forma contínua, a Resolução CEPRAM nº 31/2016. A ação também pede a adoção de medidas informativas, educativas e de fiscalização permanente, com apoio de órgãos como ICMBio, IMA, Polícia Militar e Detran.
Além disso, o MPF requer a condenação do município ao pagamento de indenização por danos morais coletivos no valor total de R$ 500 mil, sendo R$ 250 mil pela ofensa ao direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e R$ 250 mil pela ameaça à segurança dos frequentadores da praia, com destinação ao fundo previsto na Lei da Ação Civil Pública.
Últimas notícias
Prefeitura de Major Izidoro fortalece agricultura familiar com entrega de sementes
Governo de Alagoas inaugura obra que liga Junqueiro à BR-101
Acusado de matar Anne Larissa admite invasão à casa da vítima, mas nega crime
[Vídeo] Mãe sai ajoelhada para agradecer recuperação do filho em maternidade de Maceió
Caso Anne Larissa: perita descarta suicídio e reafirma estrangulamento em júri popular
Mãe de Anne Larissa chora em julgamento e pede justiça: “Só queria abraçar minha filha”
Vídeos e noticias mais lidas
Mistério em Arapiraca: saiba quem era o empresário morto a tiros em condomínio
Cunhado de vereador é encontrado morto a tiros dentro de condomínio em Arapiraca
Creche em Arapiraca homenageia Helena Tereza dos Santos, matriarca do Grupo Coringa
Ciclista morre após ser atingida por carro e ser atropelada por caminhão em Arapiraca
