Professor da Ufal está entre torcedores do CSA impedidos de ir a jogos por decisão judicial
Defesa contesta acusacões e pede revogação das medidas
Um professor do magistério superior da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) está entre os 24 torcedores do Centro Sportivo Alagoano (CSA) que cumprem medidas cautelares impostas pela Justiça e estão proibidos de frequentar jogos do clube. Segundo o Poder Judiciário, o grupo é investigado por suspeita de planejar, organizar e estimular confrontos entre torcidas organizadas.
De acordo com informações do processo, o docente é apontado como principal foco do inquérito que apura os episódios de violência registrados durante a partida entre CSA e Ituano Futebol Clube, válida pela Série C do Campeonato Brasileiro, em agosto do ano passado.
Como parte das determinações judiciais, os investigados devem comparecer à sede da ROTAM em dias de jogos do CSA. O professor já precisou cumprir a medida no último dia 7, quando o time enfrentou o Cruzeiro Esporte Clube de Arapiraca pelo Campeonato Alagoano.
Defesa nega vínculo com torcida organizada
Na última quarta-feira (11), a defesa do professor protocolou pedido de reconsideração e revogação das medidas cautelares. Os advogados sustentam que ele não integra a Mancha Azul, torcida organizada do CSA, e afirmam que a decisão judicial carece de elementos objetivos e individualizados que comprovem participação em grupo estruturado ou envolvimento recorrente em confrontos.
Segundo a Polícia Civil, imagens das câmeras de segurança do Estádio Rei Pelé mostrariam o investigado arremessando um objeto semelhante a uma porta do pavimento superior para o inferior do estádio, em direção a policiais militares.
Em interrogatório realizado no dia 19 de janeiro, conforme relato da defesa, o professor afirmou que estava deixando o estádio antes do encerramento da partida quando teve início o tumulto, marcado pelo disparo de munições menos letais. Ele declarou que, em meio ao desespero, lançou um pedaço de madeira ou parte de uma porta que estava no local, mas garante que o objeto não foi arremessado contra os policiais, e sim para o lado oposto.
Os advogados também destacam que o docente não possui antecedentes criminais e argumentam que a obrigatoriedade de comparecimento a uma unidade militar nos dias de jogo representa restrição significativa ao direito de ir e vir. Segundo a defesa, a medida pode, inclusive, prejudicar o deslocamento e a atuação do professor em sala de aula, já que o campus onde trabalha fica no interior de Alagoas.
O pedido de revogação das cautelares aguarda análise da Justiça.
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