Sob relatoria de Alfredo Gaspar, CPMI do INSS aprova quebra de sigilos de Lulinha e do Banco Master
Comissão aprovou 87 requerimentos e ampliou investigação sobre supostas fraudes contra aposentados e pensionistas
A CPMI do INSS ganhou novos capítulos nesta quinta-feira (26). Sob a relatoria do deputado federal Alfredo Gaspar, foram aprovados 87 requerimentos decisivos, incluindo a quebra de sigilos do empresário Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, e do Banco Master. As medidas ampliam de forma significativa o alcance das investigações sobre o esquema bilionário de fraudes contra aposentados e pensionistas.
“Hoje houve uma derrota da base do governo. Tentaram impedir quebras de sigilo importantes e perderam. A blindagem era a missão do dia, mas quem venceu foi o povo brasileiro”, afirmou. “Qual é o problema de abrir sigilo? Quem não deve, não teme. Aqui não é lugar para esconder sujeira de ninguém. Quem recebeu dinheiro irregular terá que responder”.
Após a aprovação da quebra de sigilos de Lulinha, a sessão foi marcada por tumulto e pancadaria. O Brasil não aguenta mais mentiras. “Quem foi agredido de verdade foi o povo brasileiro. Tentaram acabar a votação na confusão, mas não conseguiram. A CPMI vai até o fim. O governo perdeu e agora tenta distorcer os fatos. Os números e os documentos vão mostrar a verdade”, completou o relator.
Aprovação: Os requerimentos aprovados alcançam o núcleo financeiro do esquema, com convocações e quebras de sigilo envolvendo nomes ligados a instituições bancárias, como Márcio Alaor de Araújo, do Banco BMG e do PicPay, instituição que também foi convocada, além de Mário Roberto Opice Leão, CEO do Santander, Marcelo Kalim, do C6 Consignado, e Leila Pereira, presidente da Crefisa.
A CPMI também avançou sobre operadores e intermediários apontados como responsáveis pela execução do esquema. Foram incluídos na linha de investigação Gustavo Marques Gaspar, que teria ligação com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”.
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