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Polícia fecha abatedouro clandestino por crimes ambientais em Porto Real do Colégio

Ação integrada, entre PM, IMA e a ADEAL, resultou na condução do autor ao CISP de Penedo por maus-tratos e poluição

Por 7Segundos, com Assessoria 02/03/2026 12h12 - Atualizado em 02/03/2026 12h12
Polícia fecha abatedouro clandestino por crimes ambientais em Porto Real do Colégio
Ação teve como objetivo combater o abate irregular de animais e a degradação ambiental na região ribeirinha - Foto: Assessoria

Uma operação integrada da Polícia Militar de Alagoas, através do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), resultou no fechamento de um abatedouro clandestino no município de Porto Real do Colégio. A ação, realizada nesse domingo (1º), teve como objetivo combater o abate irregular de animais e a degradação ambiental na região ribeirinha.

A ação ocorreu após o recebimento de Ofício expedido pelo Ministério Público Estadual, relatando práticas ilícitas no local. A guarnição Ambiental 1 atuou em conjunto com equipes do Instituto do Meio Ambiente (IMA) e da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (ADEAL), que coordenaram as fiscalizações administrativas e sanitárias.

Flagrante e Crime Ambiental


Ao chegarem no local, os policiais militares constataram o abate de dois bovinos em uma Área de Preservação Permanente (APP). Além da ausência de autorização dos órgãos competentes, a atividade ocorria em condições insalubres, com o descarte de resíduos no Riacho Ribeirinha, afluente do Rio Boca Seca. Durante a inspeção, verificou-se que os animais eram abatidos com o uso de machados e facões, o que caracteriza a prática de maus-tratos.

Diante das evidências, as condutas foram enquadradas na Lei nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais). O responsável pelo estabelecimento foi conduzido ao CISP de Penedo para a adoção das medidas legais.

Destinação das Carcaças


Após inspeção técnica, as carcaças dos animais foram apreendidas e destinadas à Pousada Sol e Mar, em Maragogi, para servirem de suplementação alimentar aos animais do zoológico da instituição. O recebimento e a viabilidade do material foram formalizados pelo médico-veterinário responsável.