Polícia

Empresário de Arapiraca é alvo de nova fase de operação da Polícia Federal em Minas Gerais

Alan Cavalcante teve mandado de prisão preventiva cumprido em investigação sobre atuação de organização criminosa ligada ao setor de mineração

Por 7Segundos, com Valor 18/06/2026 17h05 - Atualizado em 18/06/2026 17h05
Empresário de Arapiraca é alvo de nova fase de operação da Polícia Federal em Minas Gerais
Alan Cavalcante está entre os alvos da segunda fase da Operação Rejeito/Contrassabotagem, deflagrada pela Polícia Federal - Foto: Divulgação/PF

O empresário arapiraquense Alan Cavalcante dos Santos está entre os alvos da segunda fase da Operação Rejeito/Contrassabotagem, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (18). A ação investiga a suposta atuação de uma organização criminosa vinculada ao setor de mineração em Minas Gerais.

De acordo com informações divulgadas pela PF, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão. Um dos presos é Alan Cavalcante, apontado nas investigações como uma das principais lideranças do grupo investigado.

Segundo a PF, a nova fase da operação é resultado do aprofundamento das investigações iniciadas anteriormente. Os investigadores apuram a suposta contratação de uma empresa para realizar atividades de espionagem contra pessoas consideradas de interesse do grupo, incluindo autoridades públicas e particulares.

As apurações também apontam a realização de monitoramentos por meio de vigilância presencial, utilização de rastreadores, registros fotográficos e obtenção indevida de dados pessoais e sensíveis.

Empresário conhecido em Arapiraca, Alan Cavalcante é proprietário da mineradora Gute Sicht e já havia sido citado em investigações relacionadas a um suposto esquema envolvendo a exploração irregular de minério em Minas Gerais.

Nesta nova etapa da operação, a Justiça Federal também determinou a suspensão das atividades das empresas investigadas. A medida foi autorizada por um colegiado de magistrados responsável pelos processos ligados ao caso.

A PF informou que os investigados poderão responder por crimes como embaraço à investigação de organização criminosa e violação de sigilos bancário e telefônico. As penas somadas podem ultrapassar 16 anos de prisão.