[Vídeo] População de pombos cresce em Arapiraca e acende alerta para riscos à saúde
Prefeitura informou que equipes farão levantamento nos locais apontados por moradores antes de definir novas ações
O aumento da população de pombos em áreas urbanas de Arapiraca tem chamado a atenção de moradores e levantado preocupações sobre os riscos à saúde pública. Relatos enviados à reportagem apontam que a presença das aves se tornou mais frequente, principalmente na região central da cidade. No início desta semana, dezenas de pombos foram vistos sendo alimentados por uma pessoa no Parque Ceci Cunha.
Procurada pelo portal 7Segundos, a Prefeitura de Arapiraca informou que equipes da Vigilância em Saúde serão enviadas aos locais denunciados para verificar a situação. Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde, Evandro Melo, a partir desse levantamento serão elaboradas orientações e definidas as medidas que poderão ser adotadas.
A Secretaria Municipal de Saúde informou também que as ações desenvolvidas atualmente são voltadas principalmente à conscientização da população para que não alimente as aves, prática considerada um dos principais fatores para o crescimento da população de pombos nas cidades. O órgão também solicitou a identificação dos locais onde há maior concentração dos animais para subsidiar as vistorias.

Risco de doenças
Embora façam parte do cenário urbano, os pombos podem representar riscos à saúde quando há grande concentração de aves e acúmulo de fezes. Um dos principais problemas é a criptococose, infecção causada pelo fungo Cryptococcus neoformans, que pode estar presente nas fezes secas dos animais.
Segundo orientações da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau), quando os dejetos secam, partículas contaminadas podem se dispersar no ar e ser inaladas. A doença atinge inicialmente os pulmões e, em alguns casos, pode comprometer outros órgãos, especialmente em pessoas com o sistema imunológico enfraquecido.
Além da criptococose, especialistas alertam que os pombos também podem carregar fungos, bactérias e parasitas capazes de provocar outras doenças ou reações alérgicas.
Reprodução favorece crescimento da população
A facilidade de adaptação ao ambiente urbano faz com que a população de pombos cresça rapidamente. As aves encontram alimento, água e locais para nidificação em prédios, telhados, marquises e praças.
Os pombos podem se reproduzir durante todo o ano. Em geral, cada ninhada tem dois filhotes, e um casal pode gerar várias ninhadas anualmente. Os filhotes atingem a maturidade em poucos meses, contribuindo para o aumento contínuo da população quando há oferta constante de alimento.
Como evitar a proliferação
Especialistas orientam que a principal medida para controlar a população dessas aves é não oferecer alimento. Também é recomendado manter lixeiras fechadas, evitar o acúmulo de restos de comida e impedir o acesso dos pombos a locais onde possam construir ninhos.
Nos locais com acúmulo de fezes, a orientação é realizar a limpeza utilizando água e solução com cloro, evitando varrer o material seco para reduzir o risco de inalação de partículas contaminadas.
A Prefeitura de Arapiraca informou que, após a conclusão das visitas técnicas aos pontos indicados pela população, deverá divulgar novas orientações e informar quais medidas poderão ser adotadas para enfrentar o problema.
Veja também
Últimas notícias
Casal é preso por furto em clínica veterinária e pet-shop em Maceió
Incêndio destrói três cômodos de residência no município de Messias
Motorista bêbado atropela cadeirante e foge sem prestar socorro em Arapiraca
Suspeito de cometer roubos é baleado nas mãos no município do Pilar
Homem leva quatro tiros após briga em 'racha' no Vale da Perucaba
[Vídeo] População de pombos cresce em Arapiraca e acende alerta para riscos à saúde
Vídeos e noticias mais lidas
Profissionais de saúde são contratados para substituir doentes por covid-19
Lojas Mix Mateus em Alagoas passarão a operar com a bandeira Novo Atacarejo
Governo de Alagoas entrega restauração da rodovia AL-105 em julho
Corpo é encontrado em estado de decomposição em Teotônio Vilela
