Feirante é indiciada após bebida com inseticida matar homem e intoxicar seis
Investigação apontou que metomil estava presente na bebida consumida pelas sete vítimas durante uma feira livre no Sertão de Alagoas
Uma feirante de 41 anos foi indiciada por homicídio culposo e seis crimes de lesão corporal culposa após uma bebida contaminada com um inseticida provocar a morte de um homem e intoxicar outras seis pessoas em uma feira livre de Pariconha, no Sertão de Alagoas. A conclusão do inquérito foi divulgada pela Polícia Civil de Alagoas nesta quinta-feira (13).
Segundo a investigação, as sete pessoas consumiram uma bebida conhecida como “Rapa de Pau”, comercializada no estabelecimento da mulher. Entre elas estava Gilberto Alves Vicente, de 36 anos, que morreu após apresentar um quadro de intoxicação. As outras seis vítimas são homens com idades entre 34 e 70 anos. Elas também foram intoxicadas após consumir a bebida.
Análises realizadas pela Polícia Científica identificaram a presença de metomil, um inseticida agrícola de alta toxicidade, na garrafa PET utilizada para armazenar a bebida. O mesmo composto foi encontrado em amostras biológicas coletadas de Gilberto e de outras pessoas intoxicadas, confirmando a exposição à substância.
De acordo com a Polícia Científica, o Laboratório de Química e Toxicologia Forense analisou três amostras durante a investigação: duas garrafas de cachaça da mesma marca e uma garrafa PET que armazenava uma mistura artesanal conhecida como “garrafada”.
O perito criminal e chefe do laboratório, Thalmanny Goulart, informou que os exames detectaram a presença do agrotóxico nas amostras analisadas.
Com base nos depoimentos e nos laudos periciais produzidos ao longo da investigação, a Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou a mulher por homicídio culposo, relacionado à morte de Gilberto, e por seis crimes de lesão corporal culposa, referentes às demais vítimas.
A Polícia Civil ressaltou que o indiciamento representa a conclusão da investigação policial. Agora, o caso será encaminhado ao Ministério Público, responsável por analisar as provas reunidas e decidir quais medidas serão adotadas.
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