Justiça

Escultor é condenado a 87 anos de prisão por morte de quatro jovens em Arapiraca

Giba recebeu ainda pena de detenção e multa; MP vai recorrer das penas de Wesley e Adriano

Por Gabrielly Farias 25/08/2026 18h06 - Atualizado em 25/08/2026 19h07
Escultor é condenado a 87 anos de prisão por morte de quatro jovens em Arapiraca
O réu, Reginaldo da Silva Santana, trabalhava como escultor - Foto: Reprodução

O Tribunal do Júri de Arapiraca condenou, nesta terça-feira (25), o escultor e empresário Regivaldo da Silva Santana, conhecido como “Giba”, a 87 anos e quatro meses de reclusão, além de um ano de detenção e 366 dias-multa pela morte de quatro jovens, em abril de 2024.

As vítimas foram os irmãos Letícia da Silva Santos, de 20 anos, e Lucas da Silva Santos, de 15 anos; Joselene de Souza Santos, de 17 anos; e Erick Juan de Lima Silva, de 20 anos, companheiro de Letícia. Os corpos foram encontrados dentro de um poço em uma propriedade rural de Arapiraca.

Além de Giba, Wesley Santana Sá e Adriano Santos Lima também foram julgados por participação na ocultação dos cadáveres. Cada um foi condenado a um ano e seis meses de prisão e 288 dias-multa.

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) informou que vai recorrer das penas aplicadas a Wesley e Adriano, consideradas irrisórias pelo órgão.

O caso


Segundo as investigações, Giba teria sido responsável pelas mortes e, posteriormente, contado com a ajuda de Wesley e Adriano para retirar e ocultar os corpos. Durante o processo, os dois afirmaram à polícia que teriam sido coagidos pelo acusado a participar da ação.

O caso ganhou repercussão em Alagoas após os corpos serem localizados, em abril de 2024, depois de uma denúncia. As vítimas tinham o hábito de realizar trabalhos de limpeza na propriedade onde funcionava o ateliê do escultor.

Em julho de 2024, a Justiça recebeu a denúncia do Ministério Público e tornou Giba réu por quatro homicídios qualificados e ocultação de cadáver. Wesley e Adriano passaram a responder por ocultação de cadáver.

O julgamento ocorreu no Fórum de Arapiraca e reuniu familiares das vítimas, testemunhas, defesa e representantes do Ministério Público.