Escultor acusado de matar quatro jovens vai a júri nesta terça em Arapiraca
Julgamento de Regivaldo da Silva Santana, o “Giba”, acontece no Fórum de Arapiraca
O Tribunal do Júri de Arapiraca julga, nesta terça-feira (25), o escultor e empresário Regivaldo da Silva Santana, conhecido como “Giba”, acusado de envolvimento na morte de quatro jovens em abril de 2024. A sessão acontece no Fórum de Arapiraca e deve reunir familiares das vítimas, testemunhas, defesa e representantes do Ministério Público de Alagoas (MPAL).
As vítimas são os irmãos Letícia da Silva Santos, de 20 anos, e Lucas da Silva Santos, de 15 anos; Joselene de Souza Santos, de 17 anos; e Erick Juan de Lima Silva, de 20 anos, companheiro de Letícia. Os quatro tiveram os corpos encontrados dentro de um poço localizado em uma propriedade rural de Arapiraca.
Segundo as investigações realizadas à época, Regivaldo teria matado os quatro jovens e, posteriormente, contado com a ajuda de outras duas pessoas para ocultar os cadáveres. Os dois envolvidos na retirada dos corpos afirmaram à polícia que teriam sido coagidos pelo acusado a participar da ação.
O caso ganhou grande repercussão em Alagoas depois que os corpos foram localizados, em abril de 2024, após uma denúncia. A investigação apontou que as vítimas tinham o hábito de realizar trabalhos de limpeza na propriedade onde funcionava o ateliê do escultor.
Durante a investigação, Regivaldo apresentou uma versão segundo a qual teria ocorrido uma discussão após um suposto furto de objetos na propriedade. Conforme relatado à polícia, ele teria efetuado disparos contra as vítimas e depois ocultado os corpos. A investigação, entretanto, apontou outros elementos sobre a dinâmica e a motivação do crime.
Em julho de 2024, a Justiça aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e tornou Regivaldo réu por quatro homicídios qualificados e ocultação de cadáver. Wesley Santana Sá e Adriano Santos Lima também passaram a responder por ocultação de cadáver, sob a alegação de participação na retirada e no descarte dos corpos.
O Ministério Público de Alagoas será representado no julgamento pelo promotor de Justiça Ivaldo da Silva. O representante do MPAL estará disponível para entrevistas no Fórum antes do início da sessão e também ao final do julgamento.
O caso será analisado pelos jurados, que deverão avaliar as provas produzidas durante o processo e as teses apresentadas pela acusação e pela defesa. O julgamento poderá resultar na condenação ou absolvição do acusado, conforme o entendimento do Conselho de Sentença.
Em maio deste ano, a Justiça havia marcado o julgamento de Regivaldo e dos dois outros réus para ocorrer na 5ª Vara da Comarca de Arapiraca.
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