Testemunhas apresentam versões sobre álibi de réu acusado de matar blogueiro
Defesa afirma que Carlos Henrique estava em um restaurante em Limoeiro de Anadia no horário do crime
O julgamento de Carlos Henrique Ferreira Santos, de 37 anos, acusado de envolvimento na morte do blogueiro de política Adriano de Farias Firmino Silva, de 33 anos, segue nesta segunda-feira (5), no Fórum do Barro Duro, em Maceió.
Durante a fase de depoimentos da defesa, uma testemunha, amiga de infância do réu, afirmou que estava com Carlos Henrique em um bar, em Limoeiro de Anadia, no dia do crime. Segundo ele, os dois foram ao estabelecimento para comer galinha à cabidela, a convite de um homem identificado como Valmir.
A testemunha afirmou que deixou o local com o réu por volta das 18h30. Durante o depoimento, porém, um dos jurados questionou a informação após verificar nos autos que o pagamento relacionado ao veículo teria sido registrado às 16h30.
Outra pessoa apontada como responsável pelo pagamento da conta também teria informado que efetuou o pagamento às 16h30 e permaneceu no estabelecimento.
A terceira e última testemunha de defesa é Thiago José dos Santos, proprietário do restaurante. Ele afirmou que não é amigo de Carlos Henrique nem dos demais envolvidos.
Questionado pelo juiz, Thiago disse lembrar do veículo utilizado pelo grupo, mas não soube precisar o modelo. Segundo ele, poderia ser uma S-10 ou uma Hilux branca. O proprietário também relatou que Carlos Henrique tentou fumar dentro do estabelecimento e foi orientado a sair, já que o local não permite que clientes fumem no interior. Thiago afirmou ainda que todos os integrantes do grupo deixaram o restaurante no mesmo momento.
Após o encerramento dos depoimentos das testemunhas de defesa, teve início o interrogatório de Carlos Henrique. Ao ser questionado sobre a acusação, o réu afirmou desconhecer os fatos. O juiz passou a leitura dos elementos do processo antes da continuidade do interrogatório.
Carlos Henrique é acusado de ser o executor da morte de Adriano Farias, assassinado a tiros em 18 de junho de 2024, no povoado Retiro, em Junqueiro. Segundo o Ministério Público de Alagoas (MPAL), o crime teria sido motivado por questões políticas e pessoais.
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