Politicando
Maragogi sai na frente e aprova PL que proíbe prefeitura de contratar condenados pela Lei Maria da Penha
Texto semelhante tramita na Câmara Federal, mas se encontra travado esperando parecer de uma comissão
A Câmara Municipal de Maragogi fez um aceno às mulheres - em meio ao polêmico PL do Aborto que tramita na Câmara Federal - aprovando a proibição do poder público contratar condenados pela Lei Maria da Penha. O texto foi apresentado pelo vereador Pipo (PP).
De acordo com o texto que segue para a sanção do prefeito Sérgio Lira (PP), o executivo fica vedado de contratar qualquer pessoa que tenha sido condenada pelo crime de violência doméstica. A medida vale tanto para cargos em comissão, quanto para cargos efetivos.
O autor da matéria é um vereador conservador, filho de um pastor influente da Assembleia de Deus. No entanto, Pipo remou na contramão dos conservadores que estão instalados no Congresso Nacional.
Em Brasília, há um projeto de lei semelhante ao aprovado em Maragogi, mas se encontra travado esperando o parecer da Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados.
Na mesma pegada, a Assembleia Legislativa de Alagoas aprovou, em 2019, um projeto de lei da deputada Cibele Moura (MDB), que proíbe a contratação de condenados por crimes de violência doméstica. O texto da deputada traz a sanção apenas para os cargos comissionados.
Vale lembrar que em Brasília, o PL que equipara o aborto realizado na 22º semana de gestação ao crime de homicídio, segue em tramitação e será discutido no segundo semestre após o recesso parlamentar.
A medida apoiada pelo deputado Arthur Lira (PP) repercutiu negativamente, gerando protestos por todo o país.
A aprovação do texto de Pipo na Câmara de Maragogi faz com que as mulheres tenham - ainda - esperança na política.
Veja também
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
Arquivos
Últimas notícias
Cabo Bebeto aponta falta de repasses do Estado a projeto da UFAL que acolhe animais vítimas de maus-tratos
Justiça de SP decreta interdição de FHC e nomeia filho como curador provisório
Vizinho é preso ao tentar beijo forçado de menor no Litoral Norte de Maceió
Dois suspeitos de crimes são mortos em confronto com policiais na Rota dos Milagres
Estudantes se formam na Uninassau Arapiraca e descobrem que não podem atuar
