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Governo tem uma mesa de negociação com a Braskem mas não vê seriedade na mineradora

Governo Dantas tenta um acordo para compensar as perdas em decorrência do afundamento do solo

03/07/2024 12h12 - Atualizado em 03/07/2024 18h06
Governo tem uma mesa de negociação com a Braskem mas não vê seriedade na mineradora

O governo de Alagoas está em uma mesa de negociação com a mineradora Braskem para conseguir um acordo tal qual firmado entre a empresa e a Prefeitura de Maceió. O impasse está na postura apresentada pela Braskem, que estaria postergando as negociações.

De acordo com o deputado José Wanderley (MDB), o secretário que está à frente das negociações é Vítor Pereira (PSB), chefe da Secretaria de Governo. O deputado emedebista disse, em entrevista à Rede Antena 7, que Pereira não tem enxergado muita seriedade na forma com que a Braskem vem lidando com as negociações.

O motivo da postergação nas conversas entre Alagoas e a mineradora, seria a intenção da Novonor - antiga Odebrecht - controladora da Braskem, em vender sua participação na petroquímica. “É como se a empresa estivesse ganhando tempo”, disse Wanderley.

Vale ressaltar que a secretária da Fazenda, Renata dos Santos, já falou em outras oportunidades que a estimativa de perdas para o estado em decorrência do crime cometido pela Braskem, é de R$30 bilhões.

O deputado não revelou o valor que o governo de Alagoas tenta conseguir através desse acordo com a Braskem.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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