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MPF volta a cobrar que Maceió e Braskem revertam isolamento nos Flexais

A região permanece ilhada com o afundamento dos bairros em decorrência da mineração

25/07/2024 12h12 - Atualizado em 25/07/2024 13h01
MPF volta a cobrar que Maceió e Braskem revertam isolamento nos Flexais

O Ministério Público Federal em Alagoas (MPF/AL) voltou a cobrar que a Prefeitura de Maceió e a Braskem revitalizem a área dos Flexais que sofre com um isolamento socioeconômico devido o afundamento dos bairros em decorrência da exploração da Braskem.

No acordo firmado com os dois órgãos está o desassoreamento do Riacho do Silva, a fim de evitar inundações na região. A Prefeitura de Maceió ficou ainda responsável por prestar assessoria técnica para reforma dos imóveis em situação mais vulneráveis. Além da revitalização da região, as medidas incluem iniciativas culturais e educacionais.

De acordo com o MPF, das 23 medidas estabelecidas no Projeto Flexais, 14 já foram concluídas ou estão em andamento, quatro estão em execução, e cinco estão com início planejado.

Na última sexta-feira (19) representantes do Ministério Público Federal e da Defensoria Pública da União se reuniram com integrantes da Prefeitura de Maceió para tratar sobre as etapas que foram cumpridas até junho deste ano.

O MPF diz que a realocação seria uma medida extrema, que só deverá ser adotada caso a Prefeitura de Maceió e a Braskem não consigam restabelecer a normalidade na região afetada indiretamente pelo afundamento do solo.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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