Politicando
Rejeição de quase 40% de Dâmaso em Marechal sinaliza que composição com Cristiano não agradou o eleitor
O candidato de JHC em Marechal Deodoro aparece com 30 pontos a menos que Bocão
As eleições municipais na antiga capital alagoana seguem disputadíssimas como sempre. O fato curioso que chama atenção na corrida pela cadeira de prefeito de Marechal Deodoro, é que a composição entre Júnior Dâmaso (Republicanos) e Cristiano Matheus (PL) - antes vista como certeira para derrotar a situação - parece não ter agradado o eleitorado deodorense. Pelo menos neste momento.
A recente pesquisa do Instituto Global 3 na cidade mostrou que 39,9% dos entrevistados não votariam no Júnior Dâmaso, enquanto 19,2% do eleitorado ouvido pelo instituto afirmou que não votaria no André Bocão (MDB) - candidato do Cacau Filho.
O resultado da pesquisa não era previsto pela campanha de Dâmaso nem pelos analistas e comentaristas políticos, que esperavam um cenário mais acirrado.
Alguns colegas da imprensa atribuem a rejeição ao candidato republicano à escolha de seu vice na chapa: o ex-prefeito por dois mandatos, Cristiano Matheus.
É claro que o cenário de alta rejeição pode ser convertido, estamos apenas no início da campanha, mas todas as atenções estão voltadas para a estratégia que será adotada por Dâmaso para conquistar (ou reconquistar) o eleitorado.
Vale ressaltar que Cristiano traz consigo dois mandatos à frente da cidade, que muitos gostam e outros tantos criticam. Com o ex-prefeito vem ainda as críticas a sua mudança repentina de “lado”, abandonando o lulismo para se abraçar com o bolsonarismo.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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