Wanessa diz conviver com crises de pânico: "se gatilho vier, posso ter uma"
Wanessa Camargo contou ter desenvolvido depressão e síndrome do pânico "com 20, 21 anos"
Wanessa Camargo contou que desenvolveu depressão e síndrome do pânico "com 20, 21 anos" e que sofreu com manchetes "horrorosas" que envolviam seu nome em determinados momentos de sua carreira. Ela falou também que convive com a doença e que qualquer gatilho pode dispará-la.
"Cada vez mais me afasto midiaticamente de um lado de que eu não gosto, que é o da fofoca, de explorar a vida pessoal. Cada vez mais fico mais discreta e tenho controle do que é mostrado da minha vida justamente por isso. Muitas vezes me calo diante até de inverdades porque não quero soprar o fogo (...) Mas gera ansiedade, gera desconforto. Porque nós todos zelamos pelos nossos nomes, pelas nossas honras", explicou em entrevista ao canal do YouTube Rap 77.
"Em 20 anos de carreira, já passei por momentos em que chorei muito com coisas que colocavam na mídia, antes até de rede social. Era capa de revista em que eu me via lá estampada, com uma manchete horrorosa. E eu tinha que enfrentar programa de televisão e responder sobre aquilo. Eu era muito nova, sem maturidade para lidar. Claro que isso gerou ansiedade, me fez muito mal. (...) A gente vai aprendendo com o tempo, e isso ajuda bastante. A ansiedade vem de vários lados, é difícil entender. Não estou curada, não. Não tem cura mesmo", continuou.
Wanessa se descreveu como uma pessoa ansiosa desde a infância e contou que isso piorou quando começou a trabalhar, numa fase de sua carreira.
Desenvolvi depressão e síndrome do pânico com 20, 21 anos. Você pode estar melhor, você controla isso, mas não é algo de que se cura e que nunca mais vai aparecer. Posso passar meses sem ter uma crise de pânico. Se o gatilho vier, posso ter uma. Quanto mais você se conhece, você evita e já conhece onde vai entrar o gatilho
Ela explicou, por exemplo, que as crises de pânico começam quando gera ansiedade em relação a sua saúde e lembrou que teve uma pneumonia na infância que quase a levou à morte, além de ter sido atropelada.
"Passei por perigo de vida muito nova, o que me deixou muito impressionada com isso. Quando gero ansiedade em relação à minha saúde, é batata: começam as crises de pânico. Porque começo a mentalizar que vou ter problema de saúde. Aí pronto. Então, quando começo a perceber isso, falo para o médico: 'Vamos fazer um check-up para ver se está tudo certo?'. Aí eu confirmo com a minha mente: 'Olha, é mental'. Quando a crise vem, já falo: 'Lembra do seu exame, está tudo perfeito, é mental'", disse.
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